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Presidente da Síria concede cidadania a curdos do leste do país

07 Abr 2011 - 16h35
Parada em Damasco, capital da Síria, celebra nesta quinta-feira - Crédito: Foto: AFPParada em Damasco, capital da Síria, celebra nesta quinta-feira - Crédito: Foto: AFP
O presidente Bashar al Assad concedeu cidadania síria aos curdos do leste do país nesta quinta-feira (7), como parte de suas tentativas de acalmar o ressentimento suscitado por quase cinco décadas de governo intransigente do partido Baath e apaziguar os protestos pró-democracia.

Os protestos populares por toda a Síria, cuja população é majoritariamente muçulmana sunita, reivindicando o fim da lei de emergência em vigor há décadas e do governo unipartidário, vêm criando o desafio mais grave já visto ao governo de Assad, no poder há 11 anos.
A hierarquia governante síria, repleta de alauítas, que são minoria no país, não tolera dissidência e vem usando as leis de emergência para justificar prisões arbitrárias, incluindo as de membros de outras minorias como os curdos, que afirmam ser discriminados.

O gesto de Assad em direção aos curdos, que compõem 10% dos 20 milhões de habitantes da Síria, se deu depois de relatos de que o governo tinha libertado 48 prisioneiros curdos e que o presidente se reunira no início da semana com lideranças na região oriental de al-Hasaka, onde vivem muitos curdos.

Não ficou claro de imediato quantos curdos receberão a nacionalidade síria, mas pelo menos 150 mil curdos são cadastrados como estrangeiros como resultado de um censo feito em 1962 em al-Hasaka.

Mas o líder curdo Habib Ibrahim disse que os curdos vão continuar com sua luta não violenta por direitos civis e democracia para substituir o governo autocrático.

\'Nossa causa é a democracia para toda a Síria. A cidadania é o direito de todo sírio, não é um favor. Não é algo que ninguém tenha o direito de conceder\', disse à Reuters Ibrahim, que preside o Partido de Unidade Democrática Curda.

Assad reprimiu os curdos étnicos quando eles lançaram manifestações violentas contra o Estado em 2004. Os curdos não são autorizados a ensinar sua língua nas escolas e são proibidos de ter estações de rádio curdas.

Desde os levantes na Tunísia e no Egito que derrubaram os líderes desses países, no poder havia décadas, a Síria aumentou o número de prisões de ativistas curdos.

A televisão estatal disse que Assad demitiu o governador da província de Homs, uma região onde ocorreram choques durante manifestações. As autoridades culpam grupos armados por terem disparado contra cidadãos em Homs na sexta-feira.

É pouco provável que o gesto apazigue alguns manifestantes, que atribuem as mortes às forças de segurança e estão insatisfeitos com as medidas limitadas tomadas por Assad para atender às suas exigências, especialmente a revogação da lei de emergência.

Assad ordenou a um comitê que redija legislação antiterrorismo para tomar o lugar da lei de emergência, mas críticos dizem que a nova legislação provavelmente dará ao Estado muitos dos mesmos poderes.

Assad também destituiu o governador de Deraa, onde os primeiros protestos eclodiram há quase três semanas.

Na semana passada Assad demitiu seu governo, encarregando o ministro da Agricultura, Adel Safar, de formar um novo gabinete. A agência de notícias estatal Sana disse na quinta que o novo governo deve ser anunciado na próxima semana.

Na quarta-feira, em um gesto que visa agradar aos muçulmanos conservadores, a Síria revogou a proibição do uso de véu completo no rosto por professoras e ordenou o fechamento do único cassino do país.

Mais de 70 pessoas já morreram nos protestos, que foram inspirados pelos levantes populares em várias partes do mundo árabe. (G1)

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