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Perícia colhe material para apurar causas de incêndio em Guarujá

19 Jan 2016 - 07h00
Incêndio terminou 37 horas após vazamento de gás em empresa. - Crédito: Foto: ReproduçãoIncêndio terminou 37 horas após vazamento de gás em empresa. - Crédito: Foto: Reprodução
Peritos federais e da Polícia Científica do Estado de São Paulo coletaram ontem (18), na empresa Localfrio, em Guarujá, na Baixada Santista, material para auxiliar na apuração do incêndio em contêineres com produtos químicos, ocorrido na última quinta-feira (14). Segundo a companhia, bombeiros continuam monitorando o espaço, e um laudo técnico da empresa deve ficar pronto em 30 dias.


No incêndio, houve vazamento de gás tóxico e pelo menos 175 pessoas precisaram ser medicadas, queixando-se de mal-estar após inalar a fumaça que se espalhou em parte de Guarujá, de São Vicente e de Santos. O fogo só foi extinto 37 horas depois, na madrugada do último sábado (16).


Nesse período, as operações de embarque e desembarque de veículos e de contêineres nos terminais da Santos Brasil, o maior da América Latina, no Porto de Santos, ficaram suspensas e só foram retomadas na noite de sábado (16). Os prejuízos dessa paralisação ainda estão sendo contabilizados.


No início da tarde de ontem, a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente Miriam de Oliveira reuniu-se com a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, e o secretário municipal Adilson Cabral, para discutir o andamento dos trabalhos de apuração do incêndio. No entanto, até o fechamento desta reportagem, ainda não tinha sido divulgado o resultado do encontro.


A Agência Brasil procurou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), para saber se já foi totalmente descartada a possibilidade de algum dano ambiental no estuário, mas foi informada de que a área estava isolada para perícia, e que, por isso, os técnicos ambientalistas ainda não tinham sido autorizados a entrar nas instalações da empresa.


Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Ibama), o monitoramento será feito apenas pela Cetesb. No último sábado, a analista ambiental do Ibama Ana Angélica Alabarce defendeu a necessidade de uma reavaliação dos procedimentos que são tomados em caso de transporte de produtos químicos. “Cada ocorrência desse tipo é preocupante e deve servir como lição. Tem de haver uma responsabilidade maior. Não houve [nesse caso] uma consequência tão grave, mas poderia ter acontecido”, afirmou Ana Angélica.


Além do inquérito na Polícia Civil, foi aberto processo de investigação pelo Mistério Público Estadual (MPE). Em nota, a Localfrio se diz “comprometida em esclarecer os motivos que levaram a esse episódio, uma vez que os processos de segurança da companhia já são minuciosamente seguidos e validados em simulados e treinamentos periódicos. A empresa está engajada, desde o primeiro momento, em apoiar as instâncias responsáveis com a averiguação em andamento, contribuindo com todas as informações e atendendo a todas as exigências para continuidade do processo”.

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