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Para diplomacia brasileira, caso Battisti está 'encerrado'

10 Jun 2011 - 16h35
Cesare Battisti, ao ser solto na madrugada de
quinta, dia 9 - Crédito: Foto: AFPCesare Battisti, ao ser solto na madrugada de quinta, dia 9 - Crédito: Foto: AFP
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, não quis se manifestar nesta sexta-feira (10) sobre o fato de o governo italiano ter convocado o embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, para prestar esclarecimentos sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro de negar a extradição do ex-ativista Cesare Battisti.

Questionado sobre o assunto, Patriota afirmou que não comentaria. \"Para nós, o caso está encerrado\", disse após cerimônia do 146º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, em Brasília, evento do qual o ministro participou ao lado da presidente Dilma Rousseff.

A Itália pede a extradição de Battisti por quatro supostos assassinatos e cumplicidade em assassinato. A medida de convocar o embaixador foi tomada para \"aprofundar, conjuntamente com as autoridades competentes, os aspectos técnicos e jurídicos relacionados com a aplicação de acordos bilaterais existentes, visando a iniciativas e recursos ante as instâncias judiciais internacionais\", disse o comunicado no site da chancelaria.

A Itália manifestou na véspera indignação e revolta com a decisão do Brasil que não extraditar o ativista e anunciou que pode apresentar um recurso à Corte Internacional de Justiça de Haia.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, expressou \"grande desgosto\" com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da libertação de Battisti.

\"Não se leva em consideração a expectativa legítima de que se faça justiça, em particular para as famílias das vítimas de Battisti\", lamentou Berlusconi em um comunicado oficial.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, também condenou a decisão do Brasil e anunciou que apoiará qualquer recurso de Roma para tentar reverter a situação.

A decisão do STF \"prejudica gravemente\" os acordos assinados entre Itália e Brasil, afirmou Napolitano em um comunicado.

A Itália exigia a extradição de Battisti para que cumprisse a condenação à prisão perpétua no país, por suposta participação em quatro assassinatos cometidos na década de 70, nos chamados \"anos de chumbo\", quando era integrante de um grupo armado de ultraesquerda.

O \'caso Battisti\' se arrastava nos tribunais brasileiros desde que o italiano foi detido no Rio de Janeiro em março de 2007.Battisti passou a maior parte dos últimos quatro anos na penitenciária da Papuda, a 25 km do centro de Brasília, de onde foi libertado na madrugada desta quinta-feira.

Battisti é reclamado pela Itália depois de ter sido condenado em 1993, à revelia, à prisão perpétua por quatro assassinatos e cumplicidade de assassinato, crimes dos quais se declara inocente.

A batalha da Itália para que Battisti cumpra a condenação não acaba com a decisão do STF, já que o país espera levar o caso ao órgão judicial da ONU, por considerar que foram violados os acordos entre os dois países.

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