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Otan diz estar pronta para integrar zona de exclusão aérea na Líbia

22 Mar 2011 - 18h35
Pessoas observam destroços do jato F-15E que caiu na Líbia - Crédito: Foto: Suhaib Salem/ReutersPessoas observam destroços do jato F-15E que caiu na Líbia - Crédito: Foto: Suhaib Salem/Reuters
A Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta terça-feira (22) estar pronta para contribuir com a zona de exclusão aérea determinada por uma resolução da ONU sobre o território da Líbia, segundo o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen. Segundo ele, a Otan finalizou o seu plano de operação, mas ainda não sabe se ele será colocado em prática.

\"A Otan finalizou seus planos militares para ajudar a impor a zona de exclusão aérea\", uma missão que agora estão nas mãos de uma coalizão liderada por Estados Unidos, França e Reino Unido, segundo informou Rasmussen em comunicado.

A divulgação, segundo fontes diplomáticas, significa que a Turquia, país membro da Otan, suspendeu suas objeções de participar desta operação, a que se opunha por temor de provocar vítimas civis.

A Otan é uma aliança política e militar formada por 28 países-membros que buscam garantir a paz e a segurança regional. Foi criada em 1949, durante o contexto da Guerra Fria, em contraposição ao Pacto de Varsóvia, que reunia países socialistas do leste europeu e a União Soviética.

Contudo, Rasmussen confirmou que os países membros da Otan garantiram que irão velar para o cumprimento do embargo de armas imposto ao governo líbio pelo Conselho de Segurança da ONU. \"A Otan decidiu se empenhar para implementar o embargo de armas pelo mar\", indicaram fontes diplomáticas. Segundo Rasmussen, o almirante Stavridis, comandante das operações, \"mobiliza barcos e aviões\" para inspecionar navios suspeitos, caso seja necessário.

Nesta terça-feira, o governo francês afirmou que uma intervenção terrestre está totalmente fora dos planos da coalizão. Segundo o primeiro-ministro francês, Francois Fillon, uma \"força de ocupação terreste\" sobre a Líbia \"foi completamente excluída\", revelando que caças franceses começaram a fazer voos de reconhecimento sobre a Líbia há mais tempo do que se imaginava, em 4 de março.

Em entrevista, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, demonstrou oposição à Otan assumir o controle militar da operação sobre a Líbia, afirmando que a mudança transmitiria uma mensagem ruim para as nações árabes. Uma fonte diplomática francesa disse que ainda está em estudo como a Otan irá se envolver na missão sem assumir a liderança das operações.

Confrontos continuam
Forças leais ao ditador líbio, Muammar Kadhafi, bombardearam nesta terça-feira (22) a cidade de Misrata, no oeste do país e controlada por rebeldes. Entre as vítimas estão quatro crianças, mortas quando o carro em que estavam foi atingido, disse um morador à agência de notícias Reuters.

Nesta madrugada, um caça F-15 dos Estados Unidos que fazia ataques contra alvos na Líbia caiu durante a operação, mas os pilotos se ejetaram e foram resgatados.

O ditador está há 42 anos no poder e, desde o começo do ano, está numa campanha violenta para reprimir uma rebelião que começou com manifestações antigoverno pela sua deposição. Na semana passada, a ONU aprovou uma resolução apoiando quaisquer medidas necessárias para impedir um massacre de civis no país.

\'A situação aqui é muito ruim. Tanques começaram a bombardear a cidade nesta manhã\', disse o morador, chamado Mohammed, por telefone. Ele estava do lado de fora do hospital da cidade. \'Atiradores de elite estão participando das operações também. Um carro civil foi destruído, matando quatro crianças que estavam nele, a mais velha tinha 13 anos\', acrescentou.

Segundo a agência, 40 pessoas foram mortas só na segunda-feira por forças leais a Kadhafi na cidade, segundo um morador. O número não pôde ser verificado independentemente e autoridades líbias não confirmaram imediatamente.

A televisão estatal líbia disse que várias localidades de Trípoli sofreram ataques aéreos na segunda-feira.

#####Impasse
Enquanto os rebeldes contrários a Kadhafi têm dificuldades em criar uma cadeia de comando que capitalize os ataques aéreos contra tanques e defesas aéreas da Líbia, as nações ocidentais ainda têm que decidir quem controlará as operações depois que Washington se retirar.

Os Estados Unidos cederão o controle da ofensiva aérea em questão de dias, disse o presidente Barack Obama, no momento em que as divisões na Europa alimentam a especulação de que Washington será forçado a manter a liderança das patrulhas aéreas em substituição ao bombardeio inicial.

\'Prevemos que essa transição ocorra em questão de dias e não semanas\', disse Obama, que tem sido questionado sobre os militares dos EUA estarem se atolando em um terceiro país muçulmano, em uma coletiva de imprensa durante visita ao Chile.

(G1)

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