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Membro da ONU pede libertação de bahá´ís no Irã

25 Jan 2011 - 11h31
Grupo era responsável pela administração da comunidade bahá´í no Irã
 - Crédito: Foto : DivulgaçãoGrupo era responsável pela administração da comunidade bahá´í no Irã - Crédito: Foto : Divulgação
DOURADOS - A Comunidade Internacional Bahá´í (BIC) apelou à corte iraniana pela imediata libertação de bahá´ís vítimas da intolerância religiosa. A BIC representa junto à Organização das Nações Unidas (ONU) as comunidades bahá´ís formalmente estabelecidas em mais de 180 paises ao redor do mundo, que vêm mobilizando autoridades, imprensa e a população para a onda crescente de perseguição que hoje afeta não apenas os bahá´ís do Irã, que são a maior minoria religiosa naquele pais, entre outras, incluindo cristãos e judeus.

O documento assinado pela BIC (Bahá´í Internacional Community) endereçado ao chefe do Judiciário da República Islâmica do Irã, aitolá Muhammad Sadeq Larijani, foi emitido no dia 7 de dezembro de 2010, depois da condenação de sete dirigentes bahá´is com idades entre 37 e 77 anos de idade.

O pedido de retificação da injustiça cometida contra estes e outros bahá´is detidos ilegalmente em todo Irã, aos quais é negado o direito de legítima defesa, conta com a adesão das Nações Unidas, de governos e parlamentares de todo mundo, agências da sociedade civil, pensadores humanitários e sociais que se uniram pela imediata libertação do grupo.

Os sete foram presos e condenados a dez anos de prisão, apesar de não terem cometido qualquer delito e não existir prova que sustente as acusações levantadas contra eles. Entre as vítimas estão renomados profissionais – psicólogo desenvolvimentista, engenheiro agrícola, assistente social, oculista, gerente de indústria têxtil, diretor de escola e o fundador da primeira olaria automatizada do Irã. Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naimi, Saeid Rezaie, Mahvash Sabet, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm, eram membros da instituição conhecida como “Yaran”.

O grupo era responsável pela administração dos assuntos sociais e espirituais da comunidade bahá´í no Irã e prestava relevantes serviços voluntário ao povo daquele pais como, por exemplo, a promoção da mulher, alfabetização e outros meios de educação para milhares de jovens bahá´ís aos quais foi negado acesso às universidades iranianas, desde a Revolução Islâmica.

Além do pedido de libertação dos bahá´ís encarcerados injustamente, a Comunidade Internacional Bahá´í também apela à corte iraniana para que seja concedido: “pleno direito de cidadania aos bahá´ís a fim de que possam ser capazes de cumprir sua ardorosa aspiração de contribuir lado a lado com seus concidadãos no avanço de sua nação. Isso, na verdade, nada mais é que aquilo que legitimamente quereis para as minorias muçulmanas que residem em outras terras. Os bahá´is simplesmente querem o mesmo tratamento de vossa parte”, finaliza a Comunidade Internacional Bahá´í.

Há um ano, a Casa Universal de Justiça, o órgão governante internacional da Fé Bahá´í, em mensagem dirigida aos bahá´ís do Irã, observou que “quando aqueles que exercem autoridade conspiram contra cidadãos inocentes, suas ações finalmente arruinam sua propria credibilidade”.

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