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Kadhafi extorquiu empresas dos EUA para pagar por Lockerbie

24 Mar 2011 - 15h35
Kadhafi em Trípoli em 18 de março - Crédito: Foto: APKadhafi em Trípoli em 18 de março - Crédito: Foto: AP
Os assessores do ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, exigiram de empresas americanas enormes quantias para ajudar Trípoli a arcar com as despesas das indenizações (US$ 1,5 bilhão) às vítimas do atentado de Lockerbie, sob a ameaça de fazer com que perdessem contratos lucrativos no país árabe, informou o \"New York Times\" nesta quinta-feira (24).

Em 2009, oficiais líbios alertaram os executivos americanos que se suas companhias - a maioria multinacionais de energia - não cedessem a essa cobrança, haveria sérias consequências sobre seus negócios, de acordo com o Departamento de Estado americano citado pelo jornal.

A atitude do regime Kadhafi, segundo a matéria do \"New York Times\", evidencia o clientelismo político e a cultura de corrupção endêmica na Líbia e que se acentuaram em 2004, quando os Estados Unidos retomaram suas relações comerciais com Trípoli.

Esta reabertura comercial fez com que as multinacionais se lançassem avidamente à exploração das reservas petrolíferas líbias.

Os empresários americanos, ansiosos por fazer negócios nesta região do norte da África, foram manipulados por Kadhafi e seus filhos, que, segundo a matéria, obtiveram uma quantia que totaliza vários milhares de milhões.

É esta soma que permite a Kadhafi manter-se no poder, apesar da rebelião do povo líbio contra o regime e os ataques aéreos da coalizão ocidental contra as forças fieis ao líder líbio.

\"A Líbia é uma cleptocracia, na qual o regime (seja a família de Kadhafi ou seus aliados) tem interesses diretos em tudo que possua valor\", afirma o Departamento de Estado, citado pelo jornal americano.

Os interesses empresariais também ganharam um novo fôlego na Líbia em 2008, quando Trípoli admitiu sua responsabilidade no atentado de Lockerbie.

O New York Times afirma que uma dúzia de empresas americanas, entre as quais Boeing, Raytheon, ConocoPhilips, Occidental, Caterpillar e Halliburton, procuraram imediatamente se estabelecer na Líbia.

Algumas companhias relacionadas neste método de extorsão pagaram uma verdadeira fortuna. A Occidental Petroleum repassou US$ 1 bilhão à Líbia como parte de um contrato de 30 anos.

Juan Zarate, ex-alto assessor da Casa Branca na administração de George W. Bush, afirmou que Washington fez \"um acordo com o demônio\" quando retomou o comércio com a Líbia.

\"A esperança era de que, com a normalização, Kadhafi agisse menos como o cão louco do Oriente Médio e fosse mais parceiro\", afirmou ao Times.

Em 21 de dezembro de 1988, foi realizado um atentado terrorista contra o voo da Pan Am que explodiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie, matando 270 pessoas. (G1)

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