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Juiz manda soltar ex-chefe do FMI acusado de crimes sexuais

01 Jul 2011 - 15h35
O ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn sorri, ao lado da mulher, ao deixar o tribunal nesta sexta-feira - Crédito: Foto: APO ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn sorri, ao lado da mulher, ao deixar o tribunal nesta sexta-feira - Crédito: Foto: AP
Fonte: G1


O juiz Michael Obus ordenou nesta sexta-feira (1º) que o ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn seja libertado da prisão domiciliar que cumpre em Nova York.

O juiz, durante audiência do caso, também decidiu devolver a fiança, no valor total de US$ 6 milhões, mas manteve retidos os documentos de viagem do francês.

Strauss-Kahn é acusado de agressão sexual, em um caso que levou à sua renúncia do principal posto do organismo financeiro internacional.

Promotores disseram na audiência que a credibilidade da camareira de hotel que está no centro do caso após ter acusado Strauss-Kahn foi colocada em dúvida.

Entendo que as circunstâncias desse caso mudaram substancialmente e concordo que o risco de que ele não compareça aqui diminuiu consideravelmente. Eu libero o sr. Strauss-Kahn sem o pagamento de fiança', disse o juiz Michael Obus ao tribunal.

O caso continuará sob investigação da promotoria, segundo o juiz.

Versões

Strauss-Kahn será declarado inocente, disse Benjamin Brafman, um de seus advogados, depois da audiência. Segundo ele, o andamento do caso reforça a convicção de que ele será inocentado.

"É um grande alívio", disse.

Já Kenneth Thompson, advogado da suposta vítima, disse que sua cliente "não modificou nenhuma palavra" de sua versão dos fatos e disse que tem "provas materiais".

Reviravolta

Na véspera, o "New York Times" afirmou que a ação penal contra Strauss-Kahn está a ponto de cair.

Segundo o diário, que citou fontes próximas à investigação, os promotores têm dúvidas sobre o testemunho da suposta vítima do ex-executivo, uma camareira de hotel.

Os promotores, ainda de acordo com o diário, consideram que a camareira mentiu repetidas vezes desde o dia 14 de maio, quando ocorreu o incidente em um quarto de hotel em Manhattan.

Strauss-Kahn, de nacionalidade francesa, sempre negou as acusações de estupro e agressão sexual contra a camareira.



Ele acabou indiciado em sete acusações de assédio sexual, e, se condenado, pode pegar 25 anos de prisão.

A procuradoria chamou os advogados de Strauss-Kahn e forneceu detalhes sobre suas descobertas. Segundo o NYT, as partes discutem a possibilidade de rejeitar as acusações criminais.

O jornal afirma que a polícia descobriu supostos vínculos da vítima com atividade criminosa, incluindo lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

O diário diz que várias pessoas fizeram depósitos em dinheiro - que somaram US$ 100 mil - na conta bancária da camareira nos últimos dois anos, e que os promotores teriam conversas gravadas da mulher com indivíduos sobre o pagamento pela acusação de agressão sexual.

Após o escândalo, Strauss-Kahn renunciou ao cargo no FMI.

Ele foi substituído pela ministra de Finanças da França, Christine Lagarde.

A primeira avaliação feita logo que o caso estourou é de que o escândalo praticamente acabaria com as chances de ele se candidatar a presidente na França no próximo ano para concorrer contra o atual presidente, Nicolas Sarkozy.

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