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Hollande pede a franceses que não cedam ao medo

19 Nov 2015 - 09h40
Operação é realizada em rua de Saint-Denis, perto de Paris. Duas pesoas foram mortas e sete detidas durante operação em um prédio de apartamentos. - Crédito: Foto: PETER DEJONG/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOOperação é realizada em rua de Saint-Denis, perto de Paris. Duas pesoas foram mortas e sete detidas durante operação em um prédio de apartamentos. - Crédito: Foto: PETER DEJONG/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Em pronunciamento durante evento com prefeitos, o presidente francês, François Hollande, pediu ontem (18) à população francesa que não ceda ao medo após os ataques terroristas em Paris na semana passada e que a “vida deve continuar plenamente”. Ele defendeu uma coalizão internacional para combater o Estado Islâmico, informou que pretende prorrogar por 3 meses o estado de emergência no país e reiterou o compromisso de acolher 30 mil refugiados.

Hollande discursou após operação policial antiterrorista em Saint-Denis, no norte de Paris. Duas pessoas morreram durante a operação, sendo uma delas uma mulher que acionou um colete de explosivos, e sete foram detidas. A operação teve como alvo Abdelhamid Abaaoud, considerado o “cérebro” dos atentados de sexta-feira (13) em Paris.

“Através do terror, o Daesh [acrônimo árabe do Estado Islâmico] quer instilar o veneno da suspeita, da estigmatização, da divisão. Não vamos ceder à tentação de recuar, não vamos também ceder ao medo e aos excessos”, disse o presidente francês. “Nossa coesão social é a melhor resposta”, disse. Os atentados do dia 13, de autoria do Estado Islâmico, deixaram 129 mortos.

Hollande ressaltou que a França foi alvo dos terroristas por defender a liberdade e a diversidade. “Isso é o que os terroristas visaram: a ideia mesma da França. É a juventude da França que era o alvo, porque ela representa a vitalidade, a generosidade e a liberdade”.

O presidente pediu que os franceses retomem seus hábitos. “O que será da França sem seus museus, sem seus terraços, sem seus concertos, sem suas competições esportivas? O que será de nossas cidades sem o barulho de nossas atividades? E nossos municípios sem a fraternidade de nossas festas? Hoje, a França precisa de todas as suas energias para continuar a viver. Nós devemos isso por nossa economia, por nossos empregos e por nossa juventude”.

Coalizão internacional

O presidente francês defendeu que os países se unam para deter o Estado Islâmico. Ele ressaltou que a França intensificou os ataques contra o grupo na Síria e que essas ações vão continuar enquanto for necessário.
Na terça-feira (24), Hollande irá a Washington para discutir o assunto com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e na quinta-feira (26), a Moscou, para reunião com o mandatário russo, Vladimir Putin.

Estado de emergência

Hollande anunciou que vai apresentar hoje ao Parlamento a proposta de prorrogar por mais 3 meses o estado de emergência no país, que, segundo ele, representa “algumas restrições temporárias à liberdade”. A partir da proposta, o governo fica autorizado a impedir eventos e reuniões públicas e criar zonas de proteção em torno de órgãos públicos e prédios privados que podem ser potenciais alvos de terroristas.
“Nesse momento de guerra, é preciso paciência pelo tempo que ela durar”.

Refugiados

Ele disse que não se pode vincular o fluxo de refugiados do Oriente Médio que tentam entrar na Europa com os ataques sofridos pelo país. “Algumas pessoas quiseram estabelecer relação entre o afluxo de refugiados vindos do Oriente Médio com a ameaça terrorista que pesa sobre nosso país. Essa relação não existe, porque os habitantes das regiões do Iraque e da Síria controladas pelo Estado Islâmico são martirizados por aqueles que nos atacam hoje.”

Hollande repudiou qualquer retaliação a comunidade muçulmana em decorrência dos atentados e reafirmou o compromisso da França em acolher 30 mil refugiados nos próximos dois anos. Além disso, o governo aumentou em 23 mil o número de vagas nos abrigos.

“Devemos ser implacáveis contra todas as formas de ódio. Qualquer ato xenófobo, antissemita ou antimuçulmano não deve ser tolerado”.

Segundo o presidente francês, um fundo de apoio, no valor de 50 milhões de euros, será criado para apoiar o acolhimento dos refugiados.

Operação em Saint-Denis

O procurador de Paris, François Molins, confirmou ontem (18) que a operação policial em Saint-Denis, subúrbio ao norte da capital francesa, buscou capturar Abdelhamid Abaooud, considerado o “cérebro” dos atentados de sexta-feira (13), mas que não foi possível confirmar se ele estava no apartamento.

Molins falou aos jornalistas em Saint-Denis, ao lado do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que confirmou a morte de dois supostos terroristas e a detenção de sete pessoas.

Segundo o procurador, dados do inquérito em andaento, obtidos por meio de escutas, vigilância e testemunhos, “faziam crer” que Abaooud estava no apartamento visado pelas forças especiais.

As autoridades não puderamainda verificar, no entanto, se Abaooud estava entre os mortos ou detidos na operação, cuja identidade está sendo verificada, explicou.

Cazeneuve e Molins estiveram em Saint-Denis no fim da operação policial mantida por cerca de sete horas.
O procurador confirmou que três pessoas foram detidas em um primeiro momento dentro do apartamento, depois mais duas que estavam “escondidas entre entulhos” e, em um terceiro momento, duas que que se encontravam nas imediações do edifício, possivelmente o dono do apartamento e “um conhecido”.

Os mortos são “uma mulher jovem”, que acionou explosivos que levava no corpo, e outro suposto terrorista, atingido a tiro pela polícia.

O ministro disse que participaram da operação 110 agentes das unidades policiais de elite Raid e BRI, alvos de disparos durante várias horas.

Cazeneuve agradeceu aos policiais por terem “suportado o fogo em condições nunca encontradas até agora” e destacou “o sangue frio dos habitantes de Saint-Denis, que respeitaram as instruções e contribuíram para o êxito da operação”. (*Com informações da Agência Lusa).

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