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Hillary acusa o Irã de apoiar ataques do governo da Síria

14 Jun 2011 - 14h35
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, dá entrevista nesta segunda-feira - Crédito: Foto: APA secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, dá entrevista nesta segunda-feira - Crédito: Foto: AP
O governo do Irã apoia os \"ataques brutais\" do presidente da Síria, Bashar al Assad, contra os manifestantes de seu país, afirmou nesta terça-feira (14) a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

\"O Irã apoia hoje na Síria os ataques brutais do regime de Assad contra manifestantes pacíficos e ações militares contra suas próprias cidades\", afirma a chefe da diplomacia americana em um comunicado publicado para recordar os dois anos da repressão após a eleição presidencial de junho de 2009 no Irã.

\"O mundo ficou impressionado com as imagens de um adolescente sírio de 13 anos, torturado e mutilado pelas forças de segurança síria. Estas imagens nos recordaram as de uma jovem iraniana, morta na rua há dois anos e na frente de todos\", completa.

No texto, Hillary afirma que os Estados Unidos permanecem ao lado dos cidadãos, \"incluindo os do Irã e da Síria, que aspiram a liberdade e a exercer seus direitos universais\".

Tropas sírias usando tanques e helicópteros avançaram em direção a mais uma cidade do norte do país nesta terça-feira, após prenderem centenas de pessoas em vilarejos próximos a Jisr al-Shughour, disseram moradores, enquanto mais refugiados fugiam para a Turquia.

Mais de 8.500 sírios já buscaram abrigo do outro lado da fronteira para escapar da investida militar mais recente do presidente Assad.

Milhares de outras pessoas estão vivendo em abrigos improvisados em áreas rurais próximas à fronteira, mas do lado sírio, onde a chuva forte gerou condições péssimas. Imagens da Reuters TV mostraram grupos de pessoas, parecendo assustadas e desgrenhadas, tentando secar cobertores encharcados.

A maioria dos refugiados veio de Jisr al-Shughour, a 20 quilômetros da fronteira, onde autoridades dizem que 120 integrantes das forças de segurança foram mortos por homens armados, dez dias atrás. Alguns ativistas dizem que moradores e soldados que desertaram entraram em choque com as forças de segurança.

O Exército retomou a cidade rebelde no domingo e parecia estar se aproximando da cidade de Maarat al-Numaan, situada ao lado da principal rodovia norte-sul da Síria, que liga a capital Damasco à segunda maior cidade do país, Aleppo.

Othman al-Bedeiwi, que é professor de farmácia em Maarat al-Numaan, disse à Reuters por telefone que helicópteros vêm transportando tropas para um campo em Wadi al-Deif, a vários quilômetros da cidade.

\'Nos reunimos com o governador (da província) hoje, e ele nos assegurou que o Exército vai entrar apenas para prender 360 pessoas cujos nomes estão em uma lista\', disse ele. \'Mas a população de Maarat está cética.\'

\'Meu nome está nessa lista como alguém a ser preso porque eu seria pistoleiro. Nunca segurei uma arma na vida.\'

O governo diz que os protestos, que vêm ocorrendo há três meses, fazem parte de uma conspiração violenta apoiada por potências estrangeiras e cujo objetivo seria semear a discórdia sectária. A Síria proibiu a presença no país da maioria dos correspondentes estrangeiros, dificultando a averiguação dos relatos.

A Turquia montou quatro campos de refugiados ao lado de sua fronteira com a Síria, e a agência de notícias estatal Anatolian disse nesta terça que as autoridades podem providenciar mais campos. O número de refugiados teria chegado a 8.538, mais de metade dos quais são crianças.

Grupos sírios de defesa dos direitos humanos dizem que 1.300 civis foram mortos desde o início do levante, em março. Um grupo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, afirma que mais de 300 soldados e policiais também foram mortos.

Assad, que herdou o poder com a morte de seu pai, em 2000, ofereceu algumas concessões para apaziguar os manifestantes, revogando o estado de emergência que estava em vigor havia 48 anos e prometendo um diálogo nacional, mas muitos ativistas minimizaram a importância dessas medidas.

A França, com apoio britânico, lidera os esforços para que o Conselho de Segurança da ONU condene a repressão movida por Assad aos protestos, mas a Rússia e China deram a entender que podem usar seu poder de veto para impedir a tomada de uma resolução.

Em Nova York, o enviado da França à ONU apelou na segunda-feira ao Brasil, que se mostrou cético, para apoiar um esboço europeu de resolução condenando a Síria pela repressão. Como a Índia e a África do Sul, o Brasil vem expressando reservas quanto a à resolução preparada por Reino Unido, França, Alemanha e Portugal.

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