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Governo da Líbia nega estar negociando possível saída de Kadhafi

05 Jul 2011 - 09h35
Rebeldes líbios descansam em casa na cidade de Kikla nesta segunda-feira - Crédito: Foto: APRebeldes líbios descansam em casa na cidade de Kikla nesta segunda-feira - Crédito: Foto: AP
Fonte: G1


O governo da Líbia não está negociando a renúncia de Muammar Kadhafi, disse um porta-voz governamental à agência Reuters nesta terça-feira (5).

"Informações sobre negociações a respeito de Kadhafi renunciar ou buscar um refúgio dentro ou fora do país são simplesmente inverídicas", disse o porta-voz Mussa Ibrahim.

"Kadhafi não é negociável, esta é a nossa posição de princípio, e o futuro da Líbia será decidido pelos líbios. Kadhafi é um símbolo histórico, e os líbios vão morrer para defendê-lo", disse Ibrahim.

"As negociações foram sobre um cessar-fogo, ajuda humanitária, e o início de um diálogo entre os líbios, e então o quarto estágio, que é um período de transição a respeito da mudança política a ser decidida pelos líbios", disse o porta-voz.

O governo líbio havia informado na segunda-feira que manteve conversas na Itália, no Egito e na Noruega com dirigentes da oposição para buscar uma solução pacífica para a guerra civil iniciada há cinco meses.

A Líbia disse que representantes dos governos anfitriões haviam testemunhado os encontros, algo que a Itália negou.

Ibrahim, no entanto, insistiu que houve várias reuniões em Roma, e trata-se de conversas genuínas, e um membro do governo italiano compareceu às reuniões.

Armas francesas

O ministro da Defesa da França, Gérard Longuet, afirmou nesta terça que já não é necessário que a França jogue armamento de paraquedas para a rebelião líbia, como fez no início de junho.

"Está surgindo uma organização política diferente a de Trípoli. Por esta razão já não é necessário jogar armas. Existem territórios que estã organizando sua autnomia", explicou aos jornalistas.

No fim de junho, o Estado-Maior francês confirmou que, no início desse mês, aviões franceses jogaram de paraquedas armas leves para os rebeldes líbios nas montanhas de Yebel Nafusa, sudeste de Trípoli.

No fim de junho, Paris também reconheceu ter entregado metralhadoras e lança-foguetes à rebelião líbia.

Essa decisão gerou reservas em seus aliados, como o Reino Unido, e uma oposição aberta da Rússia, que considera que as resoluções da ONU sobre a Líbia "são interpretadas de qualquer forma".

Sem comida

Milhares de pessoas que vivem nas montanhas do oeste da Líbia se encontram sem alimentos e dependem totalmente da ajuda alimentar para sobreviver, alertou nesta terça o Programa Alimentar Mundial (PAM).

A primeira missão de avaliação da ONU nesta região permitiu estabelecer que a segurança alimentar é uma preocupação importante para a população, segundo explicou uma porta-voz do PAM, Emilia Casella, durante coletiva de imprensa em Genebra.

Os especialistas da missão da ONU que visitaron Nalut, Wazin, Jadu e Zintan constataram que não há comércios abertos e que os empregados não recebem salário desde fevereiro.

Para fazer frente a esta situação, o PAM distribuiu 800 metros cúbicos de alimentos na região.

Até a presente data, a agência da ONU distribuiu mais de 6.000 toneladas de ajuda alimentar para cerca de meio milhão de pessoas na Líbia, desde que começou suas operações de emergência, há quatro meses.

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