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G8 pede renúncia de Kadhafi na Líbia

27 Mai 2011 - 15h35
Rebelde líbio durante combate nesta sexta-feira - Crédito: Foto: APRebelde líbio durante combate nesta sexta-feira - Crédito: Foto: AP
Os líderes do G8 reunidos em Deauville, no noroeste da França, irão nesta sexta-feira (27) manifestar repúdio ao ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, que \"perdeu toda a sua legitimidade\" e \"deve deixar o poder\", de acordo com a declaração final da cúpula, à qual a France Presse teve acesso.

\"Kadhafi e o governo líbio fracassaram no cumprimento das suas responsabilidades para proteger a população e perderam assim toda a legitimidade. Ele não tem futuro em uma Líbia livre e democrática. Deve sair\", traz o texto aprovado pelos chefes de Estado e de Governo do G8 neste segundo e último dia da cúpula em Deauville.

\"Kadhafi deve deixar o poder. A Líbia tem direito a um futuro democrático\", salientou o presidente francês Nicolas Sarkozy, após uma reunião com o líder dos Estados Unidos, Barack Obama.

Os líderes também pediram a Kadhafi para cessar os atos de violência e expressaram seu apoio a uma solução política.

\"Exigimos o fim imediato do uso da força contra os civis por parte do regime de Kadhafi. Estamos comprometidos a respaldar uma solução política que reflita a vontade da população da Líbia\", irão declarar os líderes do G8, de acordo com o rascunho da declaração oficial.

Obama, que conversou com a imprensa ao lado de Sarkozy, confirmou que os Estados Unidos e a França estão decididos a \"ir até o final na questão política no país\".

Síria
Já em relação à Síria, os líderes do G8 disseram estar \"horrorizados\" com as \"repetidas e graves violações aos direitos humanos no país\" e afirmaram que irão \"analisar medidas\" caso Damasco continue a utilizar da força, traz a mensagem final da cúpula de Deauville.

\"Estamos horrorizados com a morte de centenas de manifestantes pacíficos como resultado do uso da violência na Síria e por repetidas e graves violaçãos aos direitos humanos\", afirma a declaração firmada pelos chefes de Estado e de Governo dos oito países mais industrializados do mundo.

Em um rascunho prévio, o parágrafo dedicado à Síria ameaçava \"considerar uma ação no Conselho de Segurança das Nações Unidas\", mas não estava claro se a frase iria fazer parte do texto final devido a oposição russa, informou uma fonte diplomática.

Os líderes do G8 pedem às \"autoridades sírias a cessar imediatamente o uso da força contra o povo sírio e a responder às suas legítimas demandas de liberdade de expressão e direitos universais\", diz o texto.

\"Também pedidos a libertação de todos os presos polítocos na Síria. Se as autoridades não ouvirem o nosso pedido, iremos analisar outras medidas\", ameaça a declaração.

Mais de dois meses após o início dos protestos contra o governo do presidente Bashar Al Asad, a repressão deixou mais de mil mortos e pelo menos 10 mil presos, de acordo com organizações de direitos humanos.

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