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'Foi desabafo profissional', diz major preso após criticar corporação em AL

04 Abr 2011 - 22h15
Major fala sobre prisão pelo Twitter - Crédito: Foto: ReproduçãoMajor fala sobre prisão pelo Twitter - Crédito: Foto: Reprodução
O major do Corpo de Bombeiros Militar Carlos Burity, preso neste domingo (3) em Maceió, após criticar a estrutura da corporação para combate a incêndio na capital alagoana, disse que sua declaração \"foi um desabafo profissional\". A Secretaria de Estado da Defesa Social determinou sua prisão por 72 horas, mas ele ficou apenas 25 horas preso, após mobilização popular e da Associação de Oficiais Militares de Alagoas.

O bombeiro reclamou da falta de estrutura durante o combate ao incêndio que atingiu, no sábado (2), o Pavilhão do Artesanato, na praia de Pajuçara. Ele estava de folga quando soube do caso e saiu de casa para combater as chamas. Com apenas uma das viaturas disponíveis, a água do tanque acabou antes do fogo ser controlado. \"A água simplesmente acabou. Temos quatro caminhões de incêndio, sendo que dois estavam em manutenção, um estava na ocorrência e o outro estava mais distante, sendo usado em outro incêndio. Os cinco mil litros de água não foram suficientes.\"

Segundo o major Wellington Fragoso, presidente da associação de oficiais, Burity teve sua honra manchada pela prisão e pela falta de estrutura da corporação. \"Ele estava descansando em sua casa, saiu para fazer seu ofício de bombeiro e ainda foi vaiado pela população quando a água acabou. Além disso, ele acaba preso a pedido do comando da Secretaria de Defesa Social?\", disse Fragoso.

Burity ficou recolhido no quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, a pedido de Dário César, secretário de Defesa Social de Alagoas, em caráter disciplinar, por descumprir \"regulamento interno\" ao colocar assuntos da corporação em público, sem autorização.

Da mesma forma como fui avisado de que estava preso eu recebi a notícia de estava livre, sem explicação. Não me arrependo de nada da vida. Tenho 35 anos e esse foi o momento mais tenso em minha vida. Não dá para falar mais nada\", disse o major, que entrou com pedido de licença prêmio, de três meses. \"Quero descansar um pouco\", afirmou ele.

\"Colocamos o jurídico da associação à disposição do major [Burity] para o caso de ele entender que teve sua honra maculada e queira processar o Estado\", disse o major Fragoso.

O incêndio
No sábado, enquanto o Corpo de Bombeiros trabalhava para controlar o fogo que atingiu o Pavilhão do Artesanato, acabou a água do caminhão tanque e foi necessário esperar, enquanto as chamas se alastravam, até que caminhões-pipa chegassem ao local.

Após controlar o incêndio, Burity fez um desabafo e disse que a corporação precisa de investimentos. \"Há 16 anos não tenho condições de trabalho. O capacete é meu\", disse. (Veja vídeo acima)


Internet
Por meio do Twitter, o secretário postou uma mensagem neste domingo defendendo a hieraquia militar: \"As org militares são fundadas na hierarquia e disciplina através dos séculos. Qualquer tentativa de sua inobservância tem q ser reprimida!”, disse ele em seu microblog na internet.

Depois de receber a voz da prisão, foi o próprio oficial quem resolveu \'noticiar\', também no Twitter, a sua prisão. \"Decência, personalidade, capacidade! Repressão é termo usado na ditadura! Cumpro determinação e me encontro preso junto com meu filho no QCG\", postou.

Na noite deste domingo, Burity continuava a postar mensagens no microblog, dizendo ter recebido diversas mensagens de apoio, inclusive de autoridades da PM. “Tá tudo sob controle! Tô bem! Fiquem tranquilos!”, escreveu.

Além da prisão administrativa, o bombeiro deverá responder a uma sindicância.

A prisão causou desconforto no Corpo de Bombeiros. “Nós só estamos obedecendo ordens”, disse o capitão Gilmar Seara, coordenador de operações. Segundo ele, muitos colegas do major questionaram a decisão. (G1)

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