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Duas em cada cinco escolas de todo o mundo não tinham instalações básicas para lavar as mãos antes da pandemia de COVID-19, afirmam UNICEF e OMS

13 Ago 2020 - 17h34Por Opas Brasil
Duas em cada cinco escolas de todo o mundo não tinham instalações básicas para lavar as mãos antes da pandemia de COVID-19, afirmam UNICEF e OMS -

Enquanto as escolas em todo o mundo lutam para reabrir, os dados mais recentes do Programa de Monitoramento Conjunto (JMP, na sigla em inglês) da OMS e do UNICEF revelam que 43% das escolas em todo o mundo não tinham acesso à lavagem básica das mãos com água e sabão em 2019 – uma condição fundamental para as escolas serem capazes de operar com segurança em meio à pandemia de COVID-19.

“O fechamento mundial de escolas desde o início da pandemia de COVID-19 apresentou um desafio sem precedentes para a educação e o bem-estar das crianças”, disse Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF. “Devemos priorizar o aprendizado das crianças. Isso significa garantir que as escolas sejam seguras para reabrir - incluindo acesso à higiene das mãos, água potável e saneamento seguro.”

De acordo com o relatório, cerca de 818 milhões de crianças não têm instalações básicas para lavar as mãos em suas escolas, o que as coloca em maior risco de contrair a COVID-19 e outras doenças transmissíveis. Mais de um terço dessas crianças (295 milhões) são da África Subsaariana. Nos países menos desenvolvidos, 7 em cada 10 escolas carecem de instalações básicas para lavagem das mãos e metade das escolas carecem de saneamento básico e serviços de água.

O relatório enfatiza que os governos que buscam controlar a propagação da COVID-19 devem equilibrar a necessidade de implementação de medidas de saúde pública e os impactos sociais e econômicos associados às medidas de bloqueio. As evidências dos impactos negativos do fechamento prolongado de escolas na segurança, bem-estar e aprendizado das crianças estão bem documentadas, afirma o relatório.

“O acesso a serviços de água, saneamento e higiene é essencial para a prevenção e controle de infecções eficazes em todos os ambientes, incluindo escolas", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Deve ser o foco principal das estratégias governamentais para uma reabertura segura e operação de escolas durante a pandemia de COVID-19 em curso.”

Outras descobertas importantes do relatório incluem:

Das 818 milhões de crianças que não tinham um serviço básico de lavagem das mãos na escola, 355 milhões estavam em escolas que tinham instalações com água, mas sem sabão, e 462 milhões em escolas que não tinham instalações ou água disponível para lavar as mãos.

Nos 60 países com maior risco de crises de saúde e humanitária devido à COVID-19, três em cada quatro crianças não tinham acesso a um serviço básico de lavagem das mãos na escola no início do surto; metade de todas as crianças não tinha serviço básico de água; e mais da metade não tinha serviço de saneamento básico.

Um em cada três escolas em todo o mundo tinha um serviço de água potável limitado ou nenhum serviço de água potável.
698 milhões de crianças não tinham serviço de saneamento básico na escola.

O relatório identifica diversos recursos necessários para a prevenção e controle da COVID-19 nas escolas, incluindo 10 ações imediatas e listas de verificação de segurança. Baseia-se nas diretrizes sobre a reabertura segura de escolas publicadas pela UNESCO, UNICEF, PMA e Banco Mundial, com orientações práticas para autoridades nacionais e locais sobre como se preparar para a reabertura segura de escolas e como manter as crianças seguras quando retornarem à sala de aula. As diretrizes incluem vários protocolos relacionados sobre medidas de higiene, uso de equipamento de proteção individual, limpeza e desinfecção, bem como acesso a água limpa, estações de lavagem das mãos com sabão e banheiros seguros.

O UNICEF e a OMS estão empenhados em alcançar o acesso equitativo a serviços de WASH adequados em todo o mundo. As agências lançaram recentemente uma iniciativa conjunta, Hand Hygiene for All, para apoiar as comunidades mais vulneráveis com os meios para proteger sua saúde e meio ambiente. Reúne parceiros internacionais, governos nacionais, setores público e privado e sociedade civil para garantir que produtos e serviços acessíveis estejam disponíveis, especialmente em áreas desfavorecidas.

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