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Chuva que afeta Rio e Minas deve se deslocar para São Paulo

19 Jan 2011 - 19h35
Imagem de satélite mostra nuvens sobre o sul da
Região Sudeste - Crédito: Foto: Reprodução/Cptec/InpeImagem de satélite mostra nuvens sobre o sul da Região Sudeste - Crédito: Foto: Reprodução/Cptec/Inpe
A chuva que já levou à morte de mais de 700 pessoas no Rio de Janeiro e deixa mais de 80 cidades em situação de emergência em Minas Gerais deve se deslocar para São Paulo nos próximos dias. A previsão foi divulgada, nesta quarta-feira (19), pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).

“Há uma tendência de diminuição das chuvas no Rio de Janeiro e em Minas nas próximas semanas. Isso é uma característica da atmosfera. A Zona de Convergência do Atlântico Sul, que é um canal de umidade, está se deslocando mais para o sul do Sudeste, causando chuvas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina”, diz ao G1 o meteorologista Marcelo Barbio Rosa, do Cptec/Inpe.

Em São Paulo, as chuvas devem provocar alagamentos, mas não são esperados prejuízos como os registrados no Rio de Janeiro. “No caso da região serrana do Rio, o fator topográfico contribuiu para canalizar a chuva, que teve valores acima da média”, explica.

Mesmo com a possível redução dos temporais no Rio e em Minas, esta semana ainda será de chuva nos dois estados. “Devem ocorrer pancadas de chuva moderadas, que podem ser localmente fortes. Mesmo com o enfraquecimento do canal de umidade, o aquecimento do sol ao longo do dia, em áreas em que há muitos resquícios de umidade, causa pancadas de chuva”, afirma o meteorologista José Felipe Farias, também do Cptec/Inpe.

#####Sul permanece seco

No Rio Grande do Sul, estado fortemente afetado pela estiagem desde dezembro de 2010, a previsão é de tempo seco nos próximos três meses. “Para a recuperação do déficit de chuva nessas áreas não basta apenas uma chuva, ela tem que ser frequente. Mesmo que nos próximos meses ocorra uma frente fria e chova, dificilmente será suficiente para recuperar o que a cidade perdeu”, afirma Rosa.

Tradicionalmente, o período chuvoso no Rio Grande do Sul ocorre entre novembro e março. Neste verão, no entanto, devido à atuação do fenômeno La Niña, as chuvas ficaram abaixo da média histórica no estado. “Se não conseguirem se recuperar neste período chuvoso, isso só deverá ocorrer no fim do ano, já que o La Niña provavelmente não estará mais atuando”, diz o meteorologista.

#####Tempo pelo país

No extremo Norte do país, permanece a previsão de chuva acima da média histórica. Já no Nordeste, a chuva estará acima da média no Maranhão, Piauí, Ceará e oeste de Pernambuco.

Nas demais regiões do país, a previsão é de chuvas dentro da normalidade. No Centro-Oeste, devem ocorrer pancadas de chuva significativas.

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