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Direitos humanos

Chefe de Direitos Humanos condena "morte e sofrimento inconcebíveis" em Gaza

Volker Turk, condenou os ataques israelenses na área falando na abertura da nova sessão do Conselho de Direitos Humanos

18 Jun 2024 - 20h45Por ONU News
Jovem coleta água em Gaza - Crédito:  UnrwaJovem coleta água em Gaza - Crédito: Unrwa

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, condenou nesta terça-feira os ataques de Israel na Faixa de Gaza e repetiu os apelos de longa data pela libertação de todos os reféns restantes.

O chefe de direitos humanos disse aos Estados-membros que o conflito causou “morte e sofrimento inconcebíveis” e destacou a destruição generalizada causada por mais de oito meses de combates. 

120 mil mortos ou feridos no enclave

Em seu discurso de abertura do Conselho de Direitos Humanos, em sessão em Genebra, o alto comissário da ONU também reiterou sua preocupação sobre crimes de guerra que foram cometidos por todos os lados desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023.

Segundo ele, mais de 120 mil pessoas em Gaza, em sua maioria mulheres e crianças, foram mortas ou feridas desde 7 de outubro, como resultado das intensas ofensivas israelenses.

Além das pessoas mutiladas ou mortas pelos bombardeios, Turk observou que, desde que as forças israelenses intensificaram as operações em Rafah no início de maio, quase 1 milhão de palestinos foram desalojados “mais uma vez”, enquanto as entregas de ajuda foram reduzidas, afetando ainda mais o acesso humanitário.

Ele afirma que a negação arbitrária e a obstrução da ajuda humanitária continuaram e Israel segue detendo arbitrariamente milhares de palestinos. Essa afirmação reforça preocupações levantadas pelos trabalhadores humanitários da ONU que descreveram como milhares de famílias abrigadas vivem em condições de superlotação e falta de saneamento, com acesso a apenas 0,7 litros de água por pessoa, por dia. 

Cisjordânia também está em crise

Ligado à emergência em Gaza, Turk também alertou sobre a situação na Cisjordânia ocupada, em meio aos crescentes ataques contra palestinos e ao ataque a soldados israelenses.

Ele afirmou que em 15 de junho, 528 palestinos, 133 deles crianças, foram mortos pelas forças de segurança israelenses e colonos desde outubro, em muitos casos levantando sérias preocupações sobre mortes ilegais. 

Segundo ele, no mesmo período, 23 israelenses foram mortos na Cisjordânia e em Israel em confrontos ou ataques de palestinos, incluindo oito membros das forças de segurança israelenses.

Conexão com o Líbano

Também conectado com o conflito de Gaza, o chefe de direitos da ONU expressou profunda preocupação com a possibilidade de uma "guerra em grande escala" entre o Líbano e Israel.

De acordo com Turk, os ataques e troca de tiros na fronteira comum mataram 401 pessoas no Líbano, incluindo paramédicos e jornalistas, e mais de 90 mil pessoas também foram deslocadas no país.

Em Israel, cerca de 60 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas e 25 israelenses foram mortos. Ele reiterou seu apelo para o fim da violência e para que os atores com influência tomem todas as medidas possíveis para evitar uma guerra em grande escala.

Custo global da guerra

Em uma avaliação do impacto da guerra em todo o mundo, o alto comissário também observou que o número de mortes de civis em conflitos armados no ano passado aumentou em 72%.

Dados coletados pelo Escritório de Diretos Humanos da ONU mostraram que a proporção de mulheres mortas em 2023 dobrou e a de crianças triplicou, em comparação com 2023. Segundo Turk, as mortes e os ferimentos de civis tornaram-se uma ocorrência diária, bem como a destruição de infraestrutura e outros ataques à população. 

Apelo à Ucrânia

Sobre a Ucrânia, o chefe de direitos da ONU disse que a ofensiva terrestre das forças armadas russas na região de Kharkiv havia "destruído comunidades inteiras". 

Ele relatou que moradores se escondem em porões, sem eletricidade, água ou alimentos adequados em áreas que sofrerem com ataques intensos. Ele ainda citou que bombardeios danificaram a infraestrutura de energia e que prejudicaram 68% da capacidade de produção de eletricidade da Ucrânia.

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