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Capital da Líbia tem novo confronto entre rebeldes e forças pró-Kadhafi

28 Fev 2011 - 15h35
Crianças brincam sobre veículo militar na cidade líbia de Benghazi, sob o controle de rebeldes nesta segunda-feira - Crédito: Foto: APCrianças brincam sobre veículo militar na cidade líbia de Benghazi, sob o controle de rebeldes nesta segunda-feira - Crédito: Foto: AP
Forças leais ao ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, atiraram para o alto e dispersaram cerca de 400 manifestantes que protestavam contra o governo nesta segunda-feira (28) no distrito de Tajoura, leste da capital. Não há notícias sobre feridos, segundo testemunhas.

A Líbia enfrenta uma grave crise política, com o governo do ditador Kadhafi, desde 1969 no poder, reprimindo violentamente protestos oposicionistas. Apesar da repressão, que provocou centenas de mortes, os rebeldes ganham terreno e ameaçam o domínio do coronel sobre a capital, Trípoli.


Apesar da ameaça de caos humanitário e da crescente pressão internacional por sua saída, Kadhafi insiste em dizer que controla o país e que não deixará o poder.

Mas nesta segunda-feira um porta-voz adotou um tom mais conciliador, e admitiu que as forças do governo alvejaram civis, por estarem mal treinadas.

\"Eles atiraram e mataram alguns civis\", disse o porta-voz Mussa Ibrahim. \"Nunca negamos que centenas de pessoas tenham sido mortas\", afirmou, acrescentando que a revolta \"começou como um movimento pacífico e genuíno\".

\"Também acreditamos que é hora de mudança\", disse. \"Mas esse movimento foi sequestrado pelo Ocidente (...) e por militantes islâmicos.\"

Analistas regionais acreditam que os rebeldes acabarão por tomar a capital, matando ou capturando Kadhafi.

Mas acrescentam que o ditador tem força suficiente para fomentar o caos ou uma guerra civil - possibilidade para a qual ele e seus filhos já alertaram.

As forças de oposição controlam grande parte das instalações petrolíferas da Líbia, localizadas principalmente no leste do país, onde as forças pró-Kadhafi se dissolveram. As exportações de petróleo foram praticamente paralisadas, gerando alta de preço e apreensão na comunidade internacional.

(G1)

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