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Campanha Juntos pelo Oceano une 600 ONGs em apelo a governos e empresas

Fundação Oceano Azul, de Portugal, está na liderança da iniciativa que pede apoio às comunidades costeiras e ações para recuperar a vida marinha

06 Jun 2022 - 14h00Por ONU News
Recife de corais no Mar Vermelho - Crédito: © Ocean Image Bank/Brook PetersRecife de corais no Mar Vermelho - Crédito: © Ocean Image Bank/Brook Peters

Cerca de 600 organizações não-governamentais estão unidas na campanha “Rise Up – Juntos pelo Oceano”, uma iniciativa liderada pela Fundação Oceano Azul, de Portugal, pela Ocean Unite e pela Fundação Oak.  

As entidades da sociedade civil querem colocar pressão sobre governos e empresas, para que invistam em ações que levem à recuperação da vida marinha, a um futuro com neutralidade carbônica e que apoiem as comunidades costeiras.

Pesca artesanal  

O projeto começou a tomar forma em 2019, mas com a Conferência dos Oceanos da ONU se aproximando, o chamado para ação ganha nova relevância. 

O presidente da Comissão Executiva da Fundação Oceano Azul concedeu entrevista para a ONU News, em Lisboa, e explicou que valorizar a pesca artesanal é parte central da campanha.  

“Dedicar o mar territorial apenas às pescas artesanais e não permitir que as frotas de pescas industriais pesquem dentro dos mares territoriais. Porque são essas as zonas ecologicamente mais sensíveis dos oceanos, são onde verdadeiramente existem as maternidades. Portanto, poder preservar esses recursos para as comunidades costeiras, para os povos indígenas, nós pensamos que é de alguma maneira proteger o pilar ambiental e ao mesmo tempo, investir no pilar social.”   

Vanguarda  

Tiago Pitta e Cunha espera que este tipo de medida esteja na mesa de negociações durante a Conferência dos Oceanos, que acontecerá na capital portuguesa de 27 de junho a 1 de julho.  

Na opinião do presidente da Fundação Oceano Azul, falta liderança neste sentido e os países precisam perceber que criar uma governança global para a proteção dos oceanos é primordial para o futuro do planeta.  

“Neste momento falta liderança na agenda dos oceanos e, portanto, quem se quiser chegar à frente é bem-vindo. Os países que compreenderem que essa será uma agenda determinante para a sobrevivência da espécie humana, para o equilíbrio do planeta em termos de biodiversidade em termos de clima, em termos de serviços básicos de que nós dependemos, a começar obviamente pelo oxigênio, mas também toda a questão da água potável…não tenho dúvidas nenhuma de que essa liderança é muito importante.” 

Portugal e Quênia são os países na linha de frente da organização da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, evento que reunirá cerca de 12 mil participantes de governos e da sociedade civil em Lisboa.   

Outra meta defendida pela campanha Juntos pelos Oceanos é a eliminação de todos os plásticos de utilização única não essenciais e a redução da produção de plástico até 2025.   

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