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Camboja pede ação urgente da ONU no conflito de fronteira com Tailândia

07 Fev 2011 - 17h35
Refugiado cambojano descansa em tenda em Tnol Toteng nesta segunda-feira - Crédito: Foto: APRefugiado cambojano descansa em tenda em Tnol Toteng nesta segunda-feira - Crédito: Foto: AP
O Camboja pediu oficialmente à ONU que tome medidas urgentes frente a seu conflito de fronteira com a Tailândia, informaram fontes diplomáticas nesta segunda-feira (7).

Camboja e Tailândia escreveram ao Conselho de Segurança sobre os confrontos registrados perto de um templo reivindicado por ambas as partes em uma zona fronteiriça, que já deixaram sete mortos e obrigaram a milhares de habitantes a fugir de suas casas.

O Camboja enviou duas cartas ao Conselho de Segurança durante o fim de semana. Uma delas pede medidas urgentes, informou um diplomata.

Nesta segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu moderação ao Camboja.

Um novo tiroteio foi registrado na manhã desta segunda-feira na fronteira entre Camboja e Tailândia, segundo informou o primeiro-ministro cambojano Hun Sen, um dia depois dos combates que romperam o acordo de cessar-fogo anunciado pelos dois países no fim de semana.

\"Os disparos começaram esta manhã pela quarta vez\", disse Hun Sen, em referência aos confrontos esporádicos entre os dois vizinhos desde sexta-feira, que já deixaram cinco mortos.

Um oficial cambojano confirmou tiros ouvidos pouco depois das 8H00 (noite de domingo no Brasil), enquanto uma fonte militar tailandesa citou uma rápida troca de tidos, de dois minutos.

Os confrontos entre os dois países, que entram no quarto dia consecutivo, acontecem em uma zona de fronteira próxima de um tempo reivindicado pelos dois lados.

A fronteira entre Camboja e Tailândia nunca foi totalmente delimitada, o que alimenta conflitos que geraram vários incidentes armados com vítimas mortais em 2008 e 2009.

Nesta ocasião, a disputa centrou-se em torno do templo de Preah Vihear, ruínas do século XI cuja soberania corresponde ao Camboja, segundo uma decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de 1962.

Mas os tailandeses controlam seus principais acessos e muitos setores não foram delimitados, como, por exemplo, uma região de 4,6 km2 adjacente ao templo.

Nos confrontos dos primeiros dias, os mais violentos desde 2008, morreram pelo menos sete pessoas.

Mas meios de comunicação dos dois países afirmam que o balanço é muito maior: os jornais da Tailândia falam de 64 soldados cambojanos mortos, enquanto no Camboja jornais afirmam que há 30 vítimas mortais entre as forças tailandesas.

(G1)

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