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Brasileiro comandará escritório da OEA na Nicarágua

25 Mar 2011 - 21h35
Ex-representante da OEA no Haiti Ricardo Seitenfus
no dia em que foi condecorado pelo presidente do
país, René Prevel - Crédito: Foto: Arquivo pessoalEx-representante da OEA no Haiti Ricardo Seitenfus no dia em que foi condecorado pelo presidente do país, René Prevel - Crédito: Foto: Arquivo pessoal
O brasileiro Ricardo Seitenfus foi nomeado nesta sexta-feira (25) como o novo responsável pelo escritório da Organização dos Estados Americanos (OEA) na Nicarágua. Seitenfus, que atuou por dois anos como responsável pelo escritório do Haiti, começa na nova missão no dia 1º de abril.

“Foi um convite pessoal do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza. Ele perguntou se eu queria continuar colaborando com a OEA, e eu aceitei o desafio. A Nicarágua tem eleições em novembro e com certeza teremos um bom trabalho a fazer”, disse Seitenfus.

Professor licenciado da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, Seitenfus deixou a representação do Haiti devido a declarações em que criticava o trabalho de entidades internacionais no Haiti. O estopim teria sido uma entrevista ao jornal suíço \"Le Temps\", na qual o brasileiro questionou não apenas o papel das tropas da ONU no Haiti, como também dos principais países doadores de recursos para o país.

No dia 2 de fevereiro, Seitenfus foi condecorado com o título de Grande Cavalheiro da Ordem Nacional de Honra e Mérito do Haiti. A homenagem foi entregue pessoalmente pelo presidente do país, René Preval. Seitenfus foi o primeiro representante da OEA a receber uma condecoração no país, desde 1948, quando a organização passou a ter representante no Haiti.

“Sem sombra de dúvida, ser representante da OEA no Haiti teve um destaque político. Este convite foi uma forma de reconhecimento por todo o trabalho que foi feito pela equipe”, disse.

Durante os dois anos em que esteve no Haiti, Seitenfus auxiliou em trabalhos da área social e política. A representação da OEA foi responsável pela confecção de cerca de 5 milhões de cédulas de identidade, documento exigido para as eleições do país. Para o brasileiro, as divergências pelas suas posições em relação aos trabalhos desenvolvidos no Haiti já foram superadas.

Antes de aceitar o convite da OEA, Seitenfus disse ter consultado pessoalmente o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Segundo Seitenfus, Patriota manifestou à OEA a satisfação por ter o brasileiro mantido na equipe. “É, sem dúvida, uma homenagem também para o Brasil”, disse Seitenfus. (G1)

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