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Assembleia Geral da ONU busca acordo para reduzir acidentes de trânsito

Reunião de Alto Nível busca compromisso para estradas mais seguras e redução de desastres mortes e lesões pela metade até 2030

30 Jun 2022 - 17h00Por ONU News
De acordo com os dados apresentados pela líder do Unrsf às vésperas da sessão da Assembleia Geral, 500 crianças morrem em acidentes todos os dias - Crédito: ONU/Albert González FarranDe acordo com os dados apresentados pela líder do Unrsf às vésperas da sessão da Assembleia Geral, 500 crianças morrem em acidentes todos os dias - Crédito: ONU/Albert González Farran

A Assembleia Geral da ONU se reúne nesta quinta-feira para debater a melhoria da segurança rodoviária. Segundo da líder do Fundo das Nações Unidas para a Segurança Rodoviária, Unrsf, Nneka Henry, a cada 24 segundos alguém morre no trânsito, tornando a segurança nas estradas do mundo um desafio de desenvolvimento global para todas as sociedades, especialmente as mais vulneráveis.

Compromisso político

O evento também conta com a participação da Organização Mundial da Saúde, OMS, que avalia como fundamental a declaração política que deve ser adotada pelos Estados-membros durante a reunião de Alto Nível. O documento busca um consenso para reduzir mortes e lesões no trânsito em 50% até 2030, o que seria “um marco para a segurança viária e a mobilidade sustentável”. Segundo o diretor da OMS, “o futuro da mobilidade deve promover a saúde e o bem-estar, proteger o meio ambiente e beneficiar a todos”. Tedros Ghebreyesus avalia que esse futuro exigirá liderança transformadora dos mais altos níveis de governo para agir de acordo com a Declaração Política.

Mortes em acidentes

De acordo com os dados apresentados pela líder do Unrsf às vésperas da sessão da Assembleia Geral, 500 crianças morrem em acidentes todos os dias, e na população adulta, as mulheres têm 17 vezes mais chances de morrer durante um acidente de carro do que os homens, mesmo ao usar cinto de segurança. A OMS também destaca que mais de 50 milhões de pessoas perderam a vida nas estradas do mundo desde a invenção do automóvel, mais do que o número de mortes na Primeira Guerra Mundial ou em algumas das piores epidemias globais. Apesar destas estatísticas, Nneka Henry afrima que a segurança rodoviária não é apenas um desafio para as mulheres ou para os jovens. Para ela, o tema é importante para “cada um de nós que caminha, pedala, anda de bicicleta ou dirige em estradas”. Investimentos para segurança Em paralelo a reunião na Assembleia Geral, também acontece a Conferência de Doadores do Fundo de Segurança Rodoviária da ONU. O Fundo foi criado em 2018 com a visão de “construir um mundo no qual as estradas sejam seguras para todos os usuários, em todos os lugares”. Os investimentos financiam especialmente projetos em países de baixa e média renda, onde ocorrem cerca de 93% das mortes e lesões no trânsito. Um dos trabalhos do Fundo tem sido harmonizar as resoluções padrão dos veículos com os 15 membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. A partir de 1º de julho, todos os veículos importados na região precisam estar abaixo do padrão Euro 4/IV, com baixa emissão de gases de efeito estufa, e não ter mais de oito anos. Entre outras realizações do Fundo estão a legislação no Azerbaijão para ajudar na resposta a emergências pós-acidente, a implementação de fiscalização dos limites de velocidade e outras regras de trânsito no Brasil e na Jordânia, bem como a melhoraria da coleta de dados na Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim e Senegal e treinamentos para planejadores urbanos para tornar as zonas escolares mais seguras no Paraguai.

ODS

A segurança nas estradas também está integrada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, de acordo com Unrsf. A melhoria das rodovias poderia permitir acesso mais seguro à educação, acesso das pessoas a mantimentos e reduzir as emissões de carbono na atmosfera. Já a redução pela metade as mortes e lesões no trânsito até 2030 se conecta com a ODS 3, sobre boa saúde e bem-estar.

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