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"Armas nucleares lembram inaptidão dos países para resolver problemas"

Secretário-geral alerta para possibilidade de conflito nuclear e convida nações a impulsionar diálogo e colaboração

21 Jun 2022 - 19h00Por ONU News
Teste nuclear realizado em uma ilha na Polinésia Francesa em 1971 - Crédito: CtbtoTeste nuclear realizado em uma ilha na Polinésia Francesa em 1971 - Crédito: Ctbto

A capital austríaca, Viena, abriu esta terça-feira a 1ª. reunião dos Estados Partes do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. O acordo está em vigor desde o ano passado.

O evento reúne representantes de governos, sociedade civil e observadores em torno do compromisso firmado por 86 países e ratificado por 65, depois da adoção em julho de 2017.

Probabilidade

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral  disse que “a perspectiva impensável de um conflito nuclear” volta a ser uma possibilidade.

Para o chefe da ONU, o acordo internacional é um passo importante para a aspiração comum de um mundo sem o tipo de armamento.

A expectativa de Guterres é que decisões tomadas no encontro ajudem a materializar a posição do Tratado como um meio essencial da arquitetura global de desarmamento e não-proliferação. Ele espera ainda que tais medidas possam convencer mais nações a aderir ao compromisso.

Para o secretário-geral, as armas nucleares são “um lembrete mortal da incapacidade dos países para resolver problemas por meio do diálogo e da colaboração”.

Hiroshima e Nagasaki

António Guterres pediu à comunidade internacional que abandone de uma vez por todas o tipo de armamento, destacando que este deve ser  eliminado antes que elas o façam à humanidade.

O secretário-geral advertiu os participantes sobre o que chamou de “lições apavorantes” de Hiroshima e Nagasaki que vêm  “desaparecendo da memória”, ao mencionar o bombardeio das cidades japonesas durante a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com as Nações Unidas, atualmente existem 13 mil armas nucleares em todo o mundo.

Explosivos

Guterres descreve uma realidade global de tensões geopolíticas e desconfiança, que considera “uma receita para a aniquilação”.

Segundo ele, não se pode permitir que armas nucleares em poder de alguns Estados coloquem em risco toda a vida no planeta.  

O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares  impede as nações de desenvolver, testar, produzir, fabricar, adquirir ou armazenar esses ou outros dispositivos explosivos nucleares.

Guterres solicitou ainda maior união e solidariedade dos países para eliminar o flagelo e se “retornar as tarefas em favor de um mundo melhor, mais pacífico e confiável para todos.”

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