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Amazonense pedala 23 mil km e dá a volta ao país em 347 dias

02 Mai 2011 - 16h15
Valdeni abraça a mãe, dona Raimunda das Chagas,
durante passagem por Humaitá, antes de encerrar
trajeto - Crédito: Foto: Arquivo Pessoal/Valdeni PinheiroValdeni abraça a mãe, dona Raimunda das Chagas, durante passagem por Humaitá, antes de encerrar trajeto - Crédito: Foto: Arquivo Pessoal/Valdeni Pinheiro
O ciclista amazonense Valdeni Pinheiro Alves, 32 anos, completou 23 mil quilômetros de viagem e passou pelas 26 capitais do país e o Distrito Federal em 347 dias. Ele saiu de casa, em Humaitá (AM), em 17 de maio de 2010 e chegou ao último destino da viagem nesta sexta-feira (29), em Macapá.

Após o feito, ele contou ao G1 que está \"ilhado\" na cidade, de onde não consegue voltar para casa, pois o caminho é impossível de ser feito de bicicleta. \"Me prometeram uma passagem aérea de Macapá para Porto Velho, mas não recebi nada. A minha meta eu consegui completar, que era dar a volta pelas capitais do país em menos de um ano. Terminei o trajeto aqui [Macapá], mas agora quero chegar a minha casa antes do Dia das Mães, pois quero estar com minha mãe, que sempre me incentivou. De Porto Velho eu sigo de bicicleta para casa\", disse Pinheiro.

Ele já tinha feito uma viagem semelhante em 2008, quando percorreu nove estados em cinco meses. \"Depois de abraçar minha mãe, quero ver se consigo entrar no livro dos recordes. Por isso registrei toda a viagem em um caderno, como se fosse um diário de viagem, com carimbos de estabelecimentos comerciais, instituições e postos policiais por onde passava\", afirmou o ciclista.

O aventureiro disse ainda que procurou registrar todos trechos com fotografias. \"Eu colocava tudo no Orkut. Depois de tantar fotos, comecei a fazer algumas poses diferentes para deixá-las mais engraçadas.\"
Para conseguir o feito, ele seguia a rotina de pedalar, no mínimo, 100 quilômetros por dia. \"O máximo que pedalei em um dia foram 220 quilômetros, de Água Clara (MS) até Carneirinho (MG).

Normalmente eu acordava às 6h e já começava a pedalar. Quando estava atrasado ou precisava adiantar a viagem, saía logo às 4h. Sempre tinha um horário para começar, mas nunca tinha hora para parar.\"

Depois que saiu de casa, Pinheiro seguiu para Porto Velho, depois pedalou para Rio Branco, voltando em seguida para Porto Velho, de onde saiu para Cuiabá, Goiânia, Palmas, Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Vitória e Rio de Janeiro.

Em seguida, ele foi para São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, voltou para Florianópolis, Curitiba, passou por Campo Grande, Belo Horizonte, Distrito Federal e Goiânia. Pinheiro voltou a pedalar por Cuiabá, Porto Velho, Manaus, Boa Vista e Macapá.

\"Agora, preciso de um avião ir até Porto Velho, de onde pedalo mais 210 quilômetros para ver minha mãe, em Humaitá. Estou com saudades dela. Não comprei presente, mas acho que ela vai gostar de me receber como presente para ela. Vou dar minha bicicleta, que usei por toda a viagem, para ela\", disse Pinheiro.

Assalto

Em Porto Velho, Pinheiro passou pelo primeiro problema sério em sua trajetória. “Fui assaltado. Levaram meu capacete e meu diário de viagem. Fui assaltado de novo, em São Luís. Passei um período da viagem sem capacete. Eu pedia para as pessoas me ajudarem a arrumar um capacete, mas tive de andar dez capitais sem essa segurança.”

O ciclista lembrou do amigo que fez durante a viagem, quando passou pela Praia de Copacabana. “Foi um vendedor ambulante que me deu um capacete novo. Ele se chama Ligeirinho. Sou muito agradecido a ele por esse capacete.”

Dificuldades

Pinheiro afirmou que o pneu da bicicleta furou 45 vezes durante a viagem. \"Foram seis jogos de catraca, coroa, rolamento e corrente. Troquei de selim uma vez, troquei um par de aro, quatro eixos, seis rolamentos de cubo e um calção. O meu rasgou no caminho. O capacete também é outro, desde o assalto.\"

No guidão, o ciclista levou fotografias de pessoas queridas, adesivos de estabelecimentos comerciais que o apoiaram, além de um reservatório de água. No bagageiro, apenas poucas peças de roupas e os cadernos de anotações.

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