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Estreias de Ronaldinho: golaço pela Seleção, elogios e só uma derrota

01 Fev 2011 - 19h05
Ronaldinho no momento da estreia pelo PSG
 - Crédito: Foto: Reprodução / L´equipeRonaldinho no momento da estreia pelo PSG - Crédito: Foto: Reprodução / L´equipe
Agonia e ansiedade. Sentimentos que não vão largar o pé de Ronaldinho Gaúcho até às 22h desta quarta-feira, horário da partida contra o Nova Iguaçu, no Engenhão, pela quinta rodada do Grupo A da Taça Guanabara. É o craque quem descreve as sensações que precedem uma estreia. Será a sexta da carreira. Mesmo aos 30 anos, consagrado, eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, ele assegura que não conseguiu perder aquele frio na barriga.

- Mesmo depois de muitos anos não muda muito. Cada estreia tem aquela agonia para começar logo o jogo. Estou acostumado, está todo mundo falando, na expectativa. Fico ansioso para que chegue a hora do jogo mesmo, para saber como vai ser a torcida.



Vai ser bonito. Serão 42 mil rubro-negros no estádio para dar boas-vindas ao astro. Balões, papel picado, bandeiras com a figura do camisa 10. As torcidas organizadas se mobilizam para que o jogador sinta-se em casa.

Ronaldinho já viveu o momento da primeira vez por outros quatro clubes, além da Seleção Brasileira. No Grêmio, que o revelou, apareceu em um amistoso contra o Serrano, em janeiro de 1998: vitória gremista por 2 a 0. A estreia em competições oficiais foi logo na Libertadores da América, na vitória sobre o Vasco, por 1 a 0, em março. O gol foi de Guilherme. Tinha apenas 17 anos, mas não demorou quase nada para chamar a atenção com habilidade e ousadia. No Tricolor Gaúcho, disputou 141 partidas e fez 68 gols.

Com o bom desempenho apresentado no Olímpico, o guri chegou à Seleção, em 1999. A primeira chance, dada por Vanderlei Luxemburgo, com quem voltou a trabalhar no Fla em 2011, ocorreu em junho, no amistoso contra a Letônia. Porém, foi na Copa América daquele mesmo ano, disputada no Paraguai, que se destacou. Na goleada por 7 a 0 sobre a Venezuela, aplicou um chapéu num zagueiro, ajeitou com o lado de fora de pé e disparou. Chute forte, no canto, e uma sequência de saltos nada coordenados na comemoração do garoto sorridente (relembre a trajetória de R10 no vídeo ao lado).

- Tenho boas lembranças. Minha estreia na Seleção Principal, contra a Venezuela, fazendo gols. No Barcelona, fazendo gol. Sempre tive sorte nas minhas estreias. Isso me faz ficar mais confiante, já que no passado foi tudo muito bem. Estou confiante para que tudo saia bem.

Entre a Seleção e o Barcelona, Ronaldinho passou por Paris. Na França, defendeu o Paris Saint Germain. Não conquistou títulos, mas deixou a torcida francesa encantada com o seu futebol. O PSG foi a primeira porta na Europa e ajudou na adaptação ao Velho Continente.

Para estrear pelo clube, teve que esperar sete meses de briga entre PSG e Grêmio. Sem receber nada pela saída do craque, o Tricolor tentou evitar sua liberação e o atleta ficou parado entre janeiro e agosto de 2001. Neste período, disputou apenas três partidas pela Seleção, em março: amistosos contra Estados Unidos e México, e jogo das Eliminatórias para a Copa de 2002 contra o Equador. Enquanto esperava, passou um tempo no Rio de Janeiro treinando sozinho para manter a forma e depois, em junho, se mudou definitivamente para a capital francesa.

Superados os problemas e com a liberação da Fifa, Ronaldinho estreou pelo PSG no dia 4 de agosto de 2001, em um empate de 1 a 1 com o Auxerre, pelo Campeonato Francês. Entrou no segundo tempo e não marcou, mas ainda assim chamou a atenção pela qualidade. Na primeira temporada por lá, não usava a camisa 10, mas sim a 21, mesmo número de gols marcados em 73 partidas, num total de duas temporadas. O primeiro deles só saiu no décimo jogo, já em outubro, no 2 a 2 com o Lyon.

Credenciado com o título de campeão da Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, Ronaldinho chegou ao Barcelona em meados de 2003. O presidente do clube catalão, Juan Laporta, tirou o craque do PSG por € 21 milhões (R$ 48 milhões na cotação atual). Em 22 de agosto, estreou na partida entre Barcelona e Boca Juniors, da Argentina, que empataram por 1 a 1, em jogo do Troféu Joan Gamper. Participou de quase toda a partida e ganhou elogios. O Barcelona promoveu ainda um amistoso para mostrar sua nova contratação e o clube escolhido foi o Milan, da Itália. Ronaldinho fez um dos gols da vitória por 2 a 0. Na Liga Espanhola, jogou pela primeira vez na vitória por 1 a 0 sobre o Athletic Bilbao. No Barça, ele fez chover: gols, títulos e jogadas espetaculares. Encantamento pleno. R10 brincou de jogar bola. Duas vezes melhor do mundo (2004 e 2005), Bola de Ouro em 2005, bicampeão da Supercopa da Espanha, do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões da Europa.

Em julho de 2008, Ronaldinho recusou uma oferta do Manchester City, da Inglaterra, para transferir-se ao Milan, em um contrato de cinco anos. O astro tinha o desafio de mostrar que a saída em baixa da Espanha fora apenas resultado do desgaste.

Animados torcedores rubro-negros lotaram o estádio San Siro, em 31 de agosto, para a estreia de Ronaldinho e a volta do atacante ucraniano Shevchenko. Com a camisa 10 nas mãos de Seedorf, Ronaldinho escolheu o número 80, referência ao ano do seu nascimento. Mas o Bologna não foi um convidado educado e aprontou para cima do time da casa no Campeonato Italiano. A vitória por 2 a 1 foi um banho de água fria nos milaneses que, de bom, tiveram uma pequena demonstração do talento de Ronaldinho. O brasileiro foi bem até os 15 minutos da etapa final, mas depois cansou e diminuiu o ritmo.

O início de jogo do Milan foi bom. Principalmente por causa do brasileiro. Pelo lado esquerdo de ataque, ele criou boas jogadas e se movimentou bastante. Aos 41 minutos do primeiro tempo, o Gaúcho fez excelente cruzamento da esquerda para Ambrosini. O volante subiu com estilo e cabeceou bem. Apesar do bom desempenho do meia-atacante, o primeiro jogo teve gosto amargo.

Na noite desta quarta, todos os olhos estarão voltados, mais uma vez, para Ronaldinho. Com 100% de aproveitamento, o Fla tem 12 pontos na sua chave e está bem perto da classificação para a próxima fase.

(G1)

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