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Com ‘overdose de jogos’, Douradão se torna referência

19 Jan 2016 - 09h34
Sobre os impactos dos muitos jogos no campo do Douradão, Coca explicou que a época de chuvas coopera com o gramado. - Crédito: Foto: Hedio FazanSobre os impactos dos muitos jogos no campo do Douradão, Coca explicou que a época de chuvas coopera com o gramado. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Pelo menos na tabela e até que outros estádios estejam aptos para receber jogos do Campeonato Estadual de Mato Grosso do Sul, o estádio Frédis Saldivar, o Douradão, será palco de 14 das 30 partidas do primeiro turno. A ‘overdose’ de jogos está oficializada na tabela do Estadual, divulgada na semana passada. O motivo, pelo menos três times de Campo Grande estão sem estádio para mandar as partidas. Assim, o estádio de Dourados acaba se tornando, pelo menos no começo de ano, a referência.


Antonio Coca, diretor-presidente da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), falou sobre a situação e pontuou questões positivas da aptidão do Douradão para os jogos, mas disse não acreditar que sejam tantas partidas que venham para Dourados.


Coca acredita que dos jogos marcados para acontecerem no Douradão, alguns mudarão de local. “Vemos um trabalho nos bastidores para regularizar as demais praças esportivas, principalmente em Campo Grande”, disse.
Ele reforçou apenas que o jogo de abertura no dia 31 entre Comercial e Novoperário, deve sim ser no estádio douradense, assim como o primeiro jogo do Itaporã, contra o Sete, com mando da equipe da cidade vizinha.


Sobre os impactos dos muitos jogos no campo do Douradão, Coca explicou que a época de chuvas coopera com o gramado. “Estamos em um período de chuvas que favorece o crescimento da grama e melhora a recuperação”, disse. No entanto, o diretor da Funed lembra que o ideal é haver apenas dos jogos por semana.
Entre as medidas para diminuir os possíveis problemas de uma overdose de jogos, a Funed já suspendeu a cessão do campo para amistosos de times amadores da região. O gramado também tem sido cortado uma vez por semana, como forma de ‘se acostumar’ com as intervenções.


Mesmo diante de tanta especulação, segundo Coca, o mando de jogos de outras equipes em Dourados é positivo do ponto de vista do objeto primordial da existência de uma praça esportiva. “Estádios são feitos para estarem em atividade. Com estas partidas teremos equipes e torcedores de fora que vão se hospedar e consumir em nossa cidade”, disse.

Medidas


O Douradão também foi regularizado com a implantação das medidas de 105 metros de comprimento por 68 metros de largura. Embora seja determinação da Diretoria de Competições da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para 43 estádios das Séries A e B do Brasileirão dentro do Projeto Gramados, criado pela entidade no início de 2015, o estádio em Dourados diminuiu as medidas, principalmente nas laterais, 1,5 metro menor.

Grama


Um estudo para remover e reparar trechos de gramado atípico também está sendo feito, segundo Antonio Coca. No entanto, com o advento do Campeonato Estadual, a intervenção deve ocorrer apenas no segundo semestre.
Nos dias de jogos, uma recomendação também deverá ser feita aos preparadores de goleiros e guarda metas para aquecerem em áreas nos arredores do campo. “Em um treinamento de goleiros se dá mais de 100 chutes a gol. Nem durante a partida é tanto. Por isso, buscamos preservar estes locais”, explicou.

‘Organismo vivo’


Hoje, dentro da estrutura do estádio Douradão, funcionam a sede provisória da Guarda Mirim, a sede da Funed, do Sindicato da Guarda Municipal, o Centro Paralímpico de Dourados, as escolas de Atletismo e Goleiros da Funed e a Associação Douradense de Deficientes Físicos, além de ter sido palco de curso de formação de Cabos e Soldados, reuniões do Sindárbitros, de servir de área para treinos de auto escolas e como sede de motoclube. “Todo o trabalho de manutenção do Douradão tem um objetivo. Esta é uma estrutura viva da cidade”, disse, lembrando que em breve será oficialmente propriedade do município de Dourados, no valor de R$ 400 milhões.


O diretor-presidente lembrou que o estádio tem 70% da estrutura em condições de funcionamento. Hoje, com capacidade para 7,8 mil torcedores, o Douradão tem uma área para torcida com 10 mil lugares, apta a receber pessoas, no entanto, sob a condição de ter circuito de segurança e pessoal para manutenção. “Nosso público não contribui para a liberação desta área. Mas ela está pronta, ela pode receber torcedores. O fato é que precisamos instalar câmeras, ter mais gente para limpeza, segurança, manutenção”, finalizou.

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