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Barcelona empata com o Real e vai à final da Liga dos Campeões

03 Mai 2011 - 19h05
Pedro comemora o gol do Barcelona na partida contra o Real Madrid, no Camp Nou - Crédito: Foto: EFEPedro comemora o gol do Barcelona na partida contra o Real Madrid, no Camp Nou - Crédito: Foto: EFE
O Barcelona jogou como Barcelona, se impôs diante do Real Madrid e conquistou a vaga na final da Liga dos Campeões. Na tarde desta terça-feira, no Camp Nou, o time catalão cansou de perder oportunidades, principalmente com Lionel Messi, e empatou por 1 a 1 com os merengues. Por conta do triunfo por 2 a 0 no jogo de ida, no Santiago Bernabéu, a equipe comandada por Pep Guardiola carimbou o passaporte para Wembley, na Inglaterra, mesmo local da conquista do primeiro título da equipe na Champions League, em 1992.

Com a classificação, o Barcelona está à espera do vencedor do duelo entre Manchester United e Schalke 04. As duas equipes decidem a vaga na decisão da Liga dos Campeões nesta quarta-feira, 15h45m (de Brasília), no Old Trafford, na Inglaterra. No primeiro jogo, os Diabos Vermelhos venceram por 2 a 0.

Enquanto Guardiola mostrou a mesma ousadia de sempre no Barça, com toques e posse de bola, José Mourinho não pôde comandar a equipe na beira do gramado por ter sido expulso no jogo de ida. O português preferiu nem se arriscar no Camp Nou e acompanhou a partida do hotel onde a delegação merengue está hospedada na Catalunha.

Barça pressiona, e Real não dá um chute a gol na etapa inicial

Com Mourinho no hotel, o Real Madrid entrou em campo com o esquema tático que predominou durante toda a temporada: o 4-2-3-1. As alterações foram em peças. Sérgio Ramos, suspenso, Khedira, machucado, e Özil, no banco de reservas, foram substituídos por Arbeloa, Lass Diarra e Kaká, que voltou a ser titular após estar completamente recuperado de um problema no joelho.

Nos jogos anteriores contra o Barcelona, José Mourinho preferiu atuar sem centroavante, com Özil e Cristiano Ronaldo se revezando no comando do ataque. Já o Barça... O esquema de sempre: o 4-3-3. Com muito toque e posse de bola, características adotas pelo comandante Pep Guardiola desde que assumiu a equipe, em 2008.

E o confronto no Camp Nou começou mais frio do que se imaginava. O Real Madrid, apesar do retorno do esquema, não conseguia chegar com força ao ataque. O Barcelona usava o expediente de sempre: posse de bola até encontrar um buraco na defesa rival. Até aos 20 minutos da etapa inicial, nada. Nem os catalães, nem os merengues.

Porém, a partir daí, o Barcelona encontrou o caminho das pedras e só não abriu o marcador por conta da ótima atuação de Casillas. A primeira chance clara de gol aconteceu aos 21 minutos. Xavi cobrou escanteio da direita na cabeça de Busquets. Completamente sozinho na marca do pênalti, o espanhol pegou mal na bola e o arqueiro defendeu com tranquilidade no meio da meta.

Aos 30, Messi começou a desequilibrar a partida e perdeu duas chances claras de abrir o marcador. Na primeira, aos 31, o argentino recebeu na direita, avançou para a meia-lua e bateu colocado. Casillas fez a defesa com segurança. No lance seguinte, aos 32, o camisa 10 do Barça dominou na entrada da área, deu um belo corte em Xabi Alonso e pegou na bola, que passou à esquerda do arqueiro do Real.

O domínio do Barcelona seguiu latente na primeira etapa. Aos 33, Messi roubou bola de Lass Diarra no meio-campo e puxou o contra-ataque. O argentino rolou para David Villa no bico da grande área, que chutou colocado, obrigando Casillas a se esticar todo para evitar o primeiro gol dos donos da casa. Quase a abertura do marcador.

E nada do Real acordar para pressionar o Barça, no Camp Nou. Aos 35, Villa recebeu pelo lado esquerdo e cruzou para Iniesta. O espanhol só deu um toque na bola, que ficou à feição de Messi. O argentino soltou a bomba e Casillas fez outra grande defesa. Na etapa inicial, os merengues não deram um chute a gol.

Tudo igual no segundo tempo, e Barça na final da Liga dos Campeões

Antes do início do segundo tempo, um torcedor invadiu o gramado e foi contido pelos seguranças (assista ao lado). Com a bola rolando, o Real Madrid foi quem buscou o ataque logo no primeiro minuto. Cristiano Ronaldo arrancou do meio-campo, passou por um adversário e a bola sobrou para Higuaín, que tocou para o gol. Porém, na queda após o passe, CR7 derrubou Mascherano e o árbitro marcou falta do gajo, anulando o lance de forma equivocada.

A pressão inicial da etapa final não assustou o Barcelona. Aos oito, Valdés iniciou a jogada na defesa e tocou para Daniel Alves na lateral direita. O brasileiro rolou para Iniesta na intermediária. O espanhol percebeu a entrada de Pedro nas costas de Marcelo, que não acompanhou atacante, e fez um lindo lançamento para o camisa 17. O jogador invadiu a área e tocou na saída de Casillas: 1 a 0 para os donos da casa.

A princípio, Mourinho não poderia das instruções por estar suspenso pela Uefa pela expulsão no jogo de ida, no Santiago Bernabéu. Mas passando informações ou não, o assistente Aitor Karanka acertou ao tirar Kaká para apostar na entrada de Özil. Minutos antes, aos nove, Adebayoar já havia substituído Higuaín.

O Real Madrid subiu de produção e passou a atacar o Barcelona. Tudo o que não fez em Madri ou na etapa inicial do confronto no Camp Nou. Aos 18, os merengues foram premiados pelo esforço. Di María recebeu dentro da área e chutou na trave. Na sobra, o próprio argentino cruzou para Marcelo, que chutou no contrapé de Valdés: 1 a 1.

A partida ficou pegada com a proximidade do fil do jogo. Marcelo abusou da virilidade fez falta dura em Messi. O brasileiro foi advertido com o amarelo. A resposta do argentino? Na bola. No minuto seguinte, caneta em Ricardo Carvalho em contra-ataque do Barça. Aos 34, o Camp Nou começou a gritar o nome de Abidal. O francês, que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no fígado há 42 dias, foi chamado por Guardiola para o aquecimento.

No último minuto, Abidal entrou na vaga de Puyol e foi ovacionado pelo Camp Nou. O jogador foi aplaudido de pé pelos torcedores que foram ao estádio. Pouco tempo depois, o belga Frank de Bleeckere apitou o fim do confronto e o francês foi atirado para o alto pelos companheiros, felizes com o seu retorno. Festa na Catalunha. Barça na final da Champions.

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