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Ansiedade, maturidade e violência: Ney Franco avalia a própria casa

13 Jan 2011 - 14h05
Ney Franco rasgou elogios à maturidade do grupo sub-20 - Crédito: Foto: Victor Canedo / Globoesporte.comNey Franco rasgou elogios à maturidade do grupo sub-20 - Crédito: Foto: Victor Canedo / Globoesporte.com
Em um mês de preparação, Ney Franco teve tempo suficiente para passar aos comandados tudo o que pensa a respeito da Seleção sub-20. Seus defeitos, suas qualidades e até seus temores às vésperas do Sul-Americano da categoria, que começa para o Brasil na próxima segunda-feira, em Tacna, no Peru, contra o Paraguai.

Entre os elogios do treinador ao grupo está a maturidade. Ney Franco sabe que todos completaram a maioridade não há muito tempo, mas destacou a presença constante de quase todos nas equipes principais de seus clubes.

– São atletas que mudaram muito o perfil da sub-20. Há 10, 15 anos um jogador desses quase não era aproveitado no time dele. Precisava ter 21, 22, 23 anos. Hoje a cada temporada vão sendo lançados jogadores ainda mais jovens, na casa dos 17. E isso tem aspectos positivos: eles amadurecem mais rápido e, como agora, chegam à Seleção já com muita experiência e história para contar, o que em alguns momentos é determinante para que possa sermos campeões – disse.

A violência adversária também foi um fator preponderante para que Ney Franco demonstrasse preocupação. E é aí que entra a tradicional catimba sul-americana.

– Tenho conversado com os atletas em todos os jogos o seguinte: temos que nos preocupar em jogar bola e passar a responsabilidade para a arbitragem. Não podemos sair da característica de querer cair no jogo duro, fazer faltas, principalmente contra a Argentina, que sabe que em alguns momentos os brasileiros caem nas provocações. É passar a responsabilidade para o adversário e usar isso a nosso favor para criar jogadas próximas da área. Nossa postura deve ser essa – garantiu.

Enquanto isso, a ansiedade, motivo para apreensão e “friozinho” na barriga para os jogadores, parece não ser problema para o treinador. A camisa quase não pesa.

– Estou tranquilo. Encaro esse projeto na Seleção Brasileira como os mesmos que tive no Flamengo, Coritiba, Cruzeiro, Atlético-PR, Botafogo... A camisa é leve e o que me dá mais tranquilidade é a qualidade dos atletas. Estamos fazendo isso com muito profissionalismo, tendo a noção clara de que temos uma equipe muito boa na mão e um trabalho muito bem realizado – encerrou.

(globoesporte.com)

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