Dourados – MS domingo, 28 de fevereiro de 2021
Dourados
36º max
22º min
Influx
POLÍTICA

Temer vai priorizar medidas que aceleram queda de juros

02 Mai 2016 - 12h46
Temer vai priorizar conjunto de medidas que podem acelerar queda dos juros. - Crédito: Foto: DivulgaçãoTemer vai priorizar conjunto de medidas que podem acelerar queda dos juros. - Crédito: Foto: Divulgação
Diferentemente do que foi feito pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, que apresentou um grande número de propostas para melhorar as contas públicas, um eventual governo de Michel Temer vai concentrar esforços em um conjunto pequeno de iniciativas na área econômica que busca rever a estrutura dos gastos e, no médio prazo, conter e até reverter o aumento da dívida, recuperando a confiança dos investidores na capacidade de o País pagar as suas contas.

A mudança de percepção, acredita-se, ainda pode abrir espaço, no curto prazo, para uma queda mais rápida da taxa de juros que a esperada pelo mercado. Logo de saída, a prioridade é aprovar duas medidas no Congresso: a fixação de um teto para as despesas e a desvinculação de gastos sociais, em particular a de benefícios ao salário mínimo. Mais à frente, podem sugerir reformas na Previdência.

O foco do pacote é sinalizar, logo de início, que haverá queda na trajetória da dívida no médio prazo, o que tende a resgatar a confiança e gerar um efeito dominó benéfico. Estima-se que haverá a volta dos investimentos, em especial internacionais, seguida de recuo na cotação do dólar.

Nesse ambiente, a inflação que já está cedendo, terá alívio adicional, o que abriria terreno para o Banco Central reduzir a Selic, a taxa básica de juros. Adicionalmente, seria possível cortar a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). Ela é usada nos financiamentos a empresas concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O diagnóstico desenhado nas últimas semanas aponta que uma queda mais rápida dos juros serviria como um instrumento importante para o ajuste fiscal e para a retomada do crescimento econômico. Afinal, só com o fim da recessão e a volta do crescimento será possível melhorar a arrecadação, que não para de cair. Com o choque de confiança, alguns economistas acham que a Selic, hoje em 14,25%, pode fechar o ano em 11,25% ou perto disso.

A fixação de um teto para o total das despesas é vista também como uma ferramenta para melhorar a gestão de todos os gastos, até mesmo dos fixos, que o governo não tem autonomia para mexer. Isso ocorre porque, ao se determinar um teto, todas as despesas serão reduzidas proporcionalmente. Na prática, significa, por exemplo, que não é necessário desvincular os gastos com Saúde e Educação, fixados na Constituição.

As concessões públicas já em curso serão tocadas, mas o eventual novo governo vai reformular esse programa, considerado fundamental. De um lado, ele pode reforçar o caixa com receitas extraordinárias, inclusive com dólares de investidores externos. De outro, vai auxiliar na retomada do emprego, mais uma peça considerada central na política econômica que está sendo desenhada.

Equipe

Escolhido pelo vice-presidente para comandar a economia, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles está definindo nomes justamente para a presidência do BC e para o comando dos bancos oficiais - Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal.

Nesta segunda-feira (2), Meirelles deverá se reunir com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), indicado para o Ministério do Planejamento, e um dos principais interlocutores de Temer. Meirelles apresentou a Temer quatro nomes para o BC: Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional, Ilan Goldfajn, Afonso Bevilaqua e Mário Mesquita. Os três últimos ex-diretores do BC.

Para a equipe do Ministério da Fazenda, um dos cotados é o ex-diretor do BC Carlos Hamilton, que é diretor da J&F, que controla a JBS. Meirelles é presidente do conselho consultivo da J&F. A orientação do vice-presidente é de que a equipe do BC tenha sintonia e com a do Ministério da Fazenda. Interlocutores do vice afirmam que não é intenção no momento discutir a independência operacional do Banco Central, que manterá a autonomia para decidir os rumos da política monetária.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Nova linha de crédito da Caixa tem juros atrelados à poupança
Economia

Nova linha de crédito da Caixa tem juros atrelados à poupança

27/02/2021 16:30
Nova linha de crédito da Caixa tem juros atrelados à poupança
Com quase 10% colhida, safra da soja deve ultrapassar 11,2 milhões de toneladas
AGRO

Com quase 10% colhida, safra da soja deve ultrapassar 11,2 milhões de toneladas

25/02/2021 16:11
Com quase 10% colhida, safra da soja deve ultrapassar 11,2 milhões de toneladas
Corregedoria do TJMS e Detran estudam parceria para permitir aos cartórios de registro civil a transferência de veículos
Serviços

Corregedoria do TJMS e Detran estudam parceria para permitir aos cartórios de registro civil a transferência de veículos

25/02/2021 15:54
Corregedoria do TJMS e Detran estudam parceria para permitir aos cartórios de registro civil a transferência de veículos
Diferença entre menor e maior preço da gasolina em Dourados chega a 10,55%
BOLSO DO CONSUMIDOR

Diferença entre menor e maior preço da gasolina em Dourados chega a 10,55%

25/02/2021 14:21
Diferença entre menor e maior preço da gasolina em Dourados chega a 10,55%
IGP-M acumula inflação de 28,94% em 12 meses, diz FGV
Economia

IGP-M acumula inflação de 28,94% em 12 meses, diz FGV

25/02/2021 14:12
IGP-M acumula inflação de 28,94% em 12 meses, diz FGV
Últimas Notícias