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Economia

Safra fará cair preço de combustível

18 Abr 2011 - 02h06
Preço do combustível poderá cair devido à colheita da cana-de-açúcar - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSOPreço do combustível poderá cair devido à colheita da cana-de-açúcar - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Os motoristas de todo o país poderão ter uma trégua nos próximos meses. O início da colheita das lavouras de cana-de-açúcar deve provocar queda no preço do combustível. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lubrificantes e Lojas de Conveniências de Mato Grosso do Sul (Sinpetro/MS), a queda nos preços deverá ser gradual, devido à maior oferta de etanol no mercado. Além do álcool, a gasolina também deverá sofrer queda nos preços, já que o combustível tem 25% de etanol na composição.

Segundo o vice-presidente do Sinpetro/MS, José Tarso Moro da Rosa, apesar dos apelos do vice-presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, que reclama do alto preço do barril de petróleo (hoje cotado em 124 dólares), o preço do combustível deverá cair nos próximos meses, situação já esperada no período de safra. “A colheita da cana vai aumentar, provocando aumento na oferta de etanol. Esta mudança no mercado inevitavelmente vai provocar queda no preço do etanol e da gasolina”, explica.

Tarso explica que a queda nos preços será gradual, mas garante que a redução será repassada ao consumidor. “Os constantes reajustes são ruins também para os donos de posto, que sempre acabam assumindo uma parte deste reajuste”, reclama. Segundo o sindicalista, somente entre os meses de março e abril o preço do combustível foi reajustado cinco vezes no Brasil. “Foram cinco aumentos em 32 dias”, contabiliza.

Tantos reajustes acabam pesando no bolso do consumidor. Em menos de dois meses, o preço do etanol, por exemplo, passou de R$ 1,55 para, em média, R$ 2,40 a R$ 2,50 – valor muito próximo à gasolina, hoje comprada em média por R$ 2,85 a R$ 2,90. “Para álcool, é um preço muito alto”, diz ele.

Alívio - A redução nos preço virá em boa hora para o empresário Carlos Roberto Silveira, 47, que todos os meses gasta, pelo menos, R$ 700 para abastecer os dois carros da família. “É muito dinheiro, mas não temos outra opção. Uma boa parte deste gasto é para estudar ou trabalhar”, diz ele.

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