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Economia

MS terá R$ 665 milhões do BB para pré-custeio da safra 2016

04 Fev 2016 - 07h00
Recursos estão disponíveis aos médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais - Crédito: Foto: Marcos RibeiroRecursos estão disponíveis aos médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
O Banco do Brasil disponibilizará mais de R$ 10 bilhões em recursos controlados para produtores rurais. Mato Grosso do Sul foi contemplado com R$ 665 milhões.O volume ofertado é oriundo das captações próprias da Poupança Rural e dos Depósitos à Vista e está disponível para ser contratado pelos produtores rurais desde segunda-feira (1).


Os recursos estão disponíveis aos médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp) com taxas de 7,75% a.a., até o teto de R$ 710 mil. Os demais produtores rurais acessam o crédito com encargos de 8,75 % a.a., até o teto de R$ 1,2 milhão por beneficiário.


O BB também dispõe de recursos livres, sem limitação de teto por beneficiário, para aqueles produtores que já tenham utilizado o teto de recursos controlados.


A antecipação dos financiamentos de custeio permite melhores condições aos produtores para o planejamento de suas compras junto aos fornecedores e contribui para o incremento das vendas de sementes, fertilizantes e defensivos, produzindo reflexos positivos na cadeia produtiva para as culturas de cana-de-açúcar, milho, soja, laranja, café, arroz e algodão.

O fomento ao agronegócio brasileiro reafirma a competência histórica e o compromisso do Banco do Brasil em apoiar este importante setor da economia, que permanece com condições favoráveis de crescimento, em decorrência da crescente demanda mundial por alimentos, margens positivas e remuneradoras, e destacada capacidade de geração de divisas e empregos para o País.


Segundo levantamentos feitos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Oste), até o final da safra 2015/2016 o custo de produção da soja deve subir 30% em Mato Grosso do Sul. Com a previsão da valorização do dólar, a tendência é que a margem de lucro fique ainda mais estreita.


De acordo com a Embrapa, em 2015, cultivar um hectare de soja custou ao produtor sul-mato-grossense em média R$ 2,1 mil. Atualmente, os gastos já ultrapassam R$ 2,4 mil por hectare, o que corresponde a um aumento de 14,3%.


Na safra 2014/15, os agricultores do Estado tiveram acesso a R$ 2,2 bilhões em crédito. Já no ciclo 2015/2016, o montante passou para R$ 2,4 bilhões, um incremento de 8,2%.


Dados da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), o principal componente do aumento está diretamente ligado aos insumos agrícolas ( sementes, máquinas, implementos de irrigação e defensivos agrícolas), com participação elevada de 44,3% na safra passada para 47% dos investimentos totais do cultivo. Por sua vez, o gasto com fertilizantes também subiu 29%. “Em um ano de crise é fundamental que o produtor tenha o apoio financeiro e consiga se programar, com antecedência, para a próximo ciclo”, afirma o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto.


De acordo com o superintendente estadual do BB, Evaldo Emiliano de Souza, o pré-custeio garante uma taxa praticada hoje, que é bem menor. Segundo ele, se houver alguma mudança na taxa Selic ou no cenário econômico, daqui até a divulgação da safra, o produtor terá maior poder de negociação.


Na avaliação do secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, a liberação desses recursos é fruto do esforço do Banco doBrasil, que vem trabalhando para garantir cada vez mais crédito ao produtor rural. “O pré custeio tem uma importância enorme para o Estado, tendo em vista que o setor agro tem se mostrado realmente viável e além disso o crédito é fundamental para manter a competitividade”, destacou Riedel.


No entendimento do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito, o recurso que antecipado pelo BB para MS é bem significativo porque possibilita ao produtor condições para negociação com mais tempo, princilpamente devido ao custeio da produção.


Já o secretário estadual de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Lamas, ressalta que os produtores poderão incorporar novas tecnologias.

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