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Marquinhos Trad diz ter perdido o "round" contra tarifa da Enersul

06 Abr 2011 - 00h36
Marquinhos Trad diz que vai continuar lutando por tarifa mais justa - Crédito: Foto : DivulgaçãoMarquinhos Trad diz que vai continuar lutando por tarifa mais justa - Crédito: Foto : Divulgação
BRASÍLIA - Acompanhado de uma comissão de parlamentares, o deputado estadual Marquinhos Trad esteve ontem na sede da Aneel em Brasília. O motivo foi participar de uma reunião para decisão de reajuste tarifário nas contas de energia dos consumidores sul-mato-grossenses.

Na ocasião, os representantes da Aneel apresentaram a justificativa, que já haviam pronunciado anteriormente, que seria difícil alterar o valor apresentado pela Enersul, ou seja, de 17,49%. A agência se intitulou “engessada” por um contrato entre a concessionária e a União Federal.

A Enersul por sua vez se baseou no Índice Geral de Preços e Mercado (IGPM), que no último ano sofreu aumento de 10.95%, o Governo Federal favoreceu em mais 4%, o que diminuiu a margem para uma possível discussão. “O contrato não é justo e a primeira medida a ser tomada é a de que o índice de reposição inflacionária não seja com base no IGPM, que sempre bate recorde.

O salário mínimo é reajustado em pequenos índices com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou seja, a tarifa aumenta muito e a remuneração dos trabalhadores, não”, detalhou o deputado.


“Podemos ter perdido um round, no entanto, vou continuar lutando, para que haja uma tarifa justa e cabível ao salário do trabalhador. Todos os consumidores devem cobrar o bom serviço, já que a tarifa é alta e o trabalho deixa muito a desejar. Temos que brigar por isso, é uma luta de todo cidadão”, incentivou Marquinhos Trad. Estiveram também presentes na reunião: o deputado federal Fábio Trad e os demais membros da Comissão, os deputados Mara Caseiro, George Takimoto, Dione Hashioca, Felipe Orro e Paulo Corrêa.
#####Histórico
Em 2007 com a tarifa de energia elétrica do Estado do Mato Grosso do Sul na primeira colocação do ranking nacional (0,43 kw/h) e sem razões objetivas – tanto da concessionária quanto da Aneel - que justificassem essa condição, acrescido a insatisfação dos consumidores com os serviços prestados, a Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul instaurou a CPI da Enersul, com o objetivo de elucidar tais questões e exigir dos envolvidos os documentos e fatos que pudessem responder aos cidadãos as questões suscitadas.

Os resultados apareceram. Até o dia 8 de abril, o Estado ocupa o 25º lugar das 63 concessionárias com o valor de R$ 0,36 o Kw/h. A Aneel foi obrigada a reconhecer um erro que culminou com a devolução de mais de R$ 191 milhões por conta da cobrança em excesso. A tarifa residencial reduziu em 16,18% .

“Se preciso for retomaremos todas as discussões anteriores para compreendermos o porquê de tal patamar, uma vez que pela lógica metodológica teríamos um aumento e não, um novo tarifaço”, finalizou Marquinhos Trad.

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