Dourados – MS segunda, 19 de outubro de 2020
Dourados
34º max
21º min
Influx
Economia

IPCA acumula alta de 6,71% em 12 meses em junho

07 Jul 2011 - 10h18
IPCA Junho - Crédito: Foto: Editoria de Arte/G1IPCA Junho - Crédito: Foto: Editoria de Arte/G1
Fonte: G1


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, ficou em 0,15% em junho, contra 0,47% no mês anterior, e acumula alta de 6,71% em 12 meses, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (7). É maior taxa acumulada em 12 meses desde junho de 2005, quando ficou em 7,27%.

No mês, contudo, o resultado de 0,15% é o menor desde agosto de 2010, quando ficou em 0,04%. Em 2010, os preços haviam se mantido estáveis no mês de junho, com o resultado do IPCA exatamente em zero, diz o IBGE.

Apesar da desaceleração mensal, em 12 meses a inflação oficial do país acelerou, uma vez que, em maio, a taxa ficara em 6,55%. O resultado ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para este ano, de 6,5%.

De acordo com o IBGE, o primeiro semestre do ano fechou em 3,87%, acima da taxa de 3,09% relativa a igual período de 2010. “É o maior primeiro semestre desde 2003, quando o resultado do IPCA foi de 6,64% nos primeiros seis meses do ano”, afirma Eulina Nunes dos Santos, da coordenação de índices de preços do IBGE.

“Alimentação e bebidas e artigos de residência foram os dois únicos grupos que apresentaram queda no primeiro semestre em relação a 2010. No caso dos artigos residenciais, os eletrodomésticos, muitos deles atrelados ao dólar, foram os responsáveis pela queda”, diz.

Eulina ressalta, ainda, que apesar de os alimentos terem fechado o primeiro semestre com alta de 3,11%, ajudaram a conter a inflação no ano, já que o índice dos produtos não-alimentícios foi mais elevado, ficando em 4,10%.

Deflação em alimentos e transportes
O IBGE explica que a redução na taxa de crescimento do IPCA de maio para junho é explicada, em grande parte, pela deflação registrada no grupo alimentação e bebidas, que, da alta de 0,63% em maio, passou para recuo de 0,26% em junho. Houve, ainda, queda ainda mais intensa do grupo transporte, que já havia apresentado deflação de 0,24% em maio e, em junho, registrou recuo de 0,61%.

Entre os alimentos que ficaram mais baratos de um mês para o outro, destaques são a batata-inglesa (de 6,02% em maio para -11,38% em junho) e a cenoura (de -9,30% para -16,31%).

Entre os produtos alimentícios em alta, desaceleração na taxa de crescimento ocorreu em itens como o queijo (de 1,90% para 1,05% em junho), o iogurte (de 2,07% para 1,01%), o leite em pó (de 1,60% para 0,62%) e o açúcar refinado (de 1,18% para 0,50%). Nos produtos não alimentícios, a variação foi de 0,28% em junho, enquanto havia ficado em 0,42% no mês de maio.

Combustíveis


Nos transportes, o litro da gasolina, que havia apresentado variação de 0,85% em maio, teve queda de 3,94% em junho. O item está na liderança dos principais impactos para baixo no IPCA, com -0,17 ponto percentual. “A gasolina está mais cara do que no ano passado (...). É o primeiro mês que a gasolina cai em 2011. Apesar disso, a queda não foi suficiente para devolver todo o aumento acumulado ao longo do ano”, explica Eulina.

O etanol havia registrado queda de 11,34% em maio e, em junho, apresentou queda menos acentuada, de 8,84%. Juntos, os preços dos combustíveis caíram 4,25% em junho, gerando um impacto de -0,20 ponto percentual. “É o segundo mês que o etanol apresenta queda, e duas quedas fortes. Mesmo assim, não devolveu o aumento que teve ao longo dos primeiros meses do ano”, diz a coordenadora do IBGE.

Houve, contudo, alta das passagens aéreas (de -11,57% em maio para 12,85% em junho) e as tarifas dos ônibus urbanos, que aumentaram 0,79% em junho.

Habitação e despesas pessoais

O grupo habitação também mostrou desaceleração, de 0,97% em maio para 0,58% em junho. Cresceram em menor ritmo itens como taxa de água e esgoto (de 2,32% em maio para 0,08%), aluguel residencial (de 0,95% para 0,84%), condomínio (de 1,01% para 0,92%) e energia elétrica (de 0,87% para 0,45%).

As despesas pessoais (de 0,72% em maio para 0,67% em junho) também desaceleraram em razão, principalmente, dos salários dos empregados domésticos (de 1,14% para 0,33%).

No grupo saúde e cuidados pessoais, a redução no ritmo de aumento, de 0,73% em maio para 0,67% em junho, foi puxada pelos remédios, que deixaram de refletir o reajuste ocorrido no fim de março e passaram de uma taxa de 1,20% em maio para 0,47% em junho, diz o IBGE.

Regiões

Entre os índices regionais, o maior foi o de Recife (0,35%), onde o grupo alimentação e bebidas (0,22%) apresentou a maior taxa, puxada pelos alimentos consumidos fora do domicílio (1,50%). Curitiba (-0,15%) teve o menor resultado, influenciado, principalmente, pela queda dos combustíveis (-5,99%), que causou impacto de -0,44 ponto percentual no índice da região.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,22% em junho, 0,35 ponto percentual abaixo do resultado de maio (0,57%), divulgou também nesta quinta-feira o IBGE.

O acumulado nos seis primeiros meses do ano fechou em 3,70%, acima da taxa de 3,38% relativa a igual período de 2010. Nos últimos 12 meses, o índice está em 6,80%, também acima dos 12 meses imediatamente anteriores, quando ficou em 6,44%. Em junho, de 2010 o INPC havia ficado em -0,11%.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Inadimplência em cursos de graduação cresce no 1º semestre no país
Brasil

Inadimplência em cursos de graduação cresce no 1º semestre no país

há 34 minutos atrás
Inadimplência em cursos de graduação cresce no 1º semestre no país
Maior exportador de celulose do país, MS vê setor florestal impulsionar economia verde no Estado
Economia

Maior exportador de celulose do país, MS vê setor florestal impulsionar economia verde no Estado

18/10/2020 11:03
Maior exportador de celulose do país, MS vê setor florestal impulsionar economia verde no Estado
Governo zera imposto de importação da soja e do milho
Economia

Governo zera imposto de importação da soja e do milho

18/10/2020 10:03
Governo zera imposto de importação da soja e do milho
Sebrae: negócios que inovaram na pandemia tiveram perdas menores
economia

Sebrae: negócios que inovaram na pandemia tiveram perdas menores

17/10/2020 14:30
Sebrae: negócios que inovaram na pandemia tiveram perdas menores
Agência da Caixa abre para saques do auxílio e FGTS
Dourados

Agência da Caixa abre para saques do auxílio e FGTS

17/10/2020 08:39
Agência da Caixa abre para saques do auxílio e FGTS
Últimas Notícias