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Indústria gráfica em MS aposta em estoque enxuto para vencer crise

13 Fev 2016 - 07h00
Empresários têm que enfrentar o cenário negativo com inteligência, criatividade, tempo e energia. - Crédito: Foto: Divulgação/FIEMSEmpresários têm que enfrentar o cenário negativo com inteligência, criatividade, tempo e energia. - Crédito: Foto: Divulgação/FIEMS
Para vencer a crise econômica, as indústrias gráficas de Mato Grosso do Sul devem apostar em estoques enxutos e carteira de clientes atualizada, segundo análise do presidente da Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul), Julião Gaúna. “É preciso conhecer o próprio negócio para ter custos competitivos. Precisamos ter contato de forma sistemática e acompanhar as necessidades dos nossos clientes, porém, também é importante cuidar da carteira de contas a receber por conta da inadimplência que continua crescendo”, pontuou.


Ele destaca que, com o fim do Carnaval, o ano começa para valer no País e o empresário gráfica precisa produzir e deixar um pouco de lamentar a situação atual. “É fato que a crise existe e é econômica e financeira, porém, mais profundamente, ela não deixa de ser também política e moral e isso afeta diretamente os investimentos do segmento, bem como de todo o sistema produtivo brasileiro”, reforçou, lembrando que a indústria gráfica já passou por muitas adversidades e superou todas elas. “Está não será diferente, vamos vencê-la também”, garantiu.


Julião Gaúna avalia que ter margem de mercado é a primeira lição de casa que o empresário gráfico precisa exercitar a todo momento. “Afinal, nós temos um negócio para prosperar, gerando lucro e emprego, além de contribuir com o crescimento do seu entorno. Assim como todos os setores têm sentido o desaquecimento da economia, o nosso também passa pelo mesmo problema, o que se refletiu com o aumento de forma absurda do desemprego e a redução de crédito”, pontuou.

Dever de casa
O presidente do Sindigraf/MS projeta que, ao longo deste ano e também do próximo ano, o quadro ainda será negativo em decorrência de o governo federal não ter feito o dever de casa, deixando de corrigir os erros que cometeu com a condução da política fiscal e transferindo para o setor produtivo os prejuízos com a má gestão das contas públicas. “Sou um otimista e vamos conseguir dar uma virada nessa situação. Precisamos reduzir a inflação e barrar o aumento dos juros e da matéria-prima, que tanto atrapalham e prejudicam a economia nacional”, avaliou.


No entanto, Julião Gaúna acredita que, para escalar a “montanha” de problemas imposta pela atual política econômica e fiscal do governo federal, a indústria gráfica precisa agir. “Precisamos buscar novas oportunidades, deixando para trás o muro de lamentações e enfrentando a crise com o que mais dar resultado nessas situações, que é a melhoria na gestão das nossas empresas. Isso já está acontecendo positivamente com algumas de nossas gráficas, pois alguns empresários gráficos resolveram enfrentar o cenário negativo com inteligência, criatividade, tempo e energia”, ressaltou.


Conforme ele, o empresário gráfico precisa optar por pensar o seu negócio e trabalhar novas oportunidades e alternativas para divulgar e vender os seus produtos e serviços, colocando a sua marca em primeiro lugar e, principalmente, aprimorando a sua capacidade, qualificando e buscando o comprometimento com todos os seus colaboradores. “A busca pela eficiência operacional tem de ser diária, precisamos produzir mais com menos e só vamos alcançar isso por meio de boas práticas”, aconselhou.

Choque de gestão


Na análise do presidente do Sindigraf/MS, com a visão das boas práticas, os empreendedores devem optar por dados precisos em seus programas de gestão ou sistemas de orçamento. “Precisamos aplicar todos os dados pertinentes a todos os tipos de produtos e serviços para que os orçamentos sejam reais, enxutos e competitivos. Além disso, juntamente com os nossos colaboradores, temos de buscar o melhor caminho para produzir mais, gastando menos. Desta forma os objetivos serão alcançados”, apontou.


Com essas ações, na avaliação de Julião Gaúna, os empresários gráficos, por meio desta postura e com a participação efetiva de todos os seus colaboradores, podem aumentar seu faturamento. “Agindo dessa forma, vamos enfrentar os obstáculos que se apresentam e dar ao consumidor soluções efetivas com a criatividade que nos é peculiar. Não tenho duvida que seremos vitoriosos nesta empreitada”, finalizou.

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