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Economia

Energia solar “zera” conta de luz e procura triplica em Dourados

Consumidores pagam apenas a taxa obrigatória de ligação na rede e pagamento da Cosip

16 Jan 2021 - 17h00Por Rozembergue Marques
Energia solar “zera” conta de luz e procura triplica em Dourados - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Com o preço das contas de energia “nas alturas” , como diz o adágio popular, consumidores residenciais, comerciais e industriais estão buscando também nas alturas, literalmente, um meio de reduzir os custos desse insumo fundamental: no sol, que refletido em painéis produzem energia elétrica. A eletricidade produzida pelas placas de energia solar é transmitida pelas redes de transmissão de energia e distribuída para o uso. Em Dourados essa alternativa também vem se expandindo, inclusive na área rural.

A produção própria de energia através dos painéis solares fez o custo da fatura de energia do empresário do ramo metalúrgico Emerson Marra de Oliveira cair de cerca de R$ 1.500 por mês(somando a conta residencial e a da empresa) para em torno de R$ 100/mês. Esse pequeno valor corresponde à taxa obrigatória de ligação na rede e pagamento da Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip). Para o leitor ter uma ideia a metalúrgica de Emerson mantém em funcionamento, todos os dias, máquinas de solda, policorte, ar-condicionado, geladeira, computadores e a iluminação do amplo prédio onde está sediada. A esse consumo acrescente-se o consumo residencial. “Foi um excelente investimento”, avalia o empresário.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), desde 2019 as instalações das placas de energia fotovoltaica(“limpa”, no jargão ambientalista) triplicaram. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), entre janeiro e maio do ano passado 2020 foi instalado cerca de 1 gigawatt (GW) de geração solar fotovoltaica do Brasil, fazendo com que o país alcançasse a marca de 5,5 GW de potência instalados, número considerado ainda baixo e com enorme potencial de crescimento. O Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do Plano Decenal de Expansão de Energia, estima que a instalação de placas solares deverá quadruplicar no Brasil até 2029.

Alguns municípios vem adotando políticas de incentivo ao uso da energia solar. Em Dourados já foi apresentado na Câmara Municipal a sugestão de execução de estudo técnico para elaboração de projeto de lei de estímulo ao uso da energia solar fotovoltaica, com previsão de redução de tributos municipais aos usuários dessa fonte de energia não-poluente e sustentável. A ideia é de que o projeto atingisse residências e estabelecimento comerciais do município. Em Campo Grande a Prefeitura implantou o “Programa Campo Grande Solar”. O programa concede benefícios fiscais aos imóveis que possuam ou venham a instalar Sistema de energia solar fotovoltaica na Capital, visando auxiliar a sustentabilidade urbana.

São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Goiás já oferecem incentivos fiscais para uso da energia fotovoltaica em residências e estabelecimentos comerciais. Esses Estados oferecem isenção total de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) na conta de energia elétrica ao contribuinte que optar pela implantação do sistema fotovoltaico em sua casa ou empresa. Em São Paulo, inclusive, a cidade de Itajobi – com pouco mais de 15 mil habitantes – é modelo para o país sobre o uso de energia fotovoltaica. No município, 70% das residências têm energia gerada pelo sistema solar. Atualmente, o município se prepara para receber uma usina de energia fotovoltaica para abastecer aproximadamente mil residências.

Segundo empresas que atuam no ramo em Dourados, o sistema de implantação de placas para captação de energia solar se paga em 3 anos. Em outubro do ano passado, Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 102 MW de potência instalada em geração distribuída de energia elétrica, isso é, geração de energia renovável para consumo próprio em instalações residenciais, comerciais e industriais. Na questão ambiental o ganho é considerável: ao usar a energia solar, evita-se o uso de termoelétricas de carvão e petróleo, responsáveis pela definição das bandeiras tarifárias. O motivo maior para essa ‘corrida” em busca da energia solar, para além da questão ambiental está no bolso: segundo especialistas, o sul mato grossense paga uma das contas de energia mais caras do país. A conta de luz dos brasileiros é a 37ª mais cara do mundo, segundo o ranking de tarifas do Global Petrol Prices de 2019, que inclui 110 países. Em média, o valor fica atrás do que é cobrado na maioria dos países europeus, mas à frente das nações em desenvolvimento.

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