Dourados – MS sábado, 06 de junho de 2020
Dourados
22º max
12º min
JBS (Fazer o bem)
Economia

​Em Dourados, cesta básica ficou 2,50% mais barata em setembro

Salário mínimo necessário deveria ser de R$ 4.044,58

11 Out 2019 - 14h00Por Redação
​Em Dourados, cesta básica ficou 2,50% mais barata em setembro -

O valor da cesta básica de setembro (R$ 369,59), comparado ao do mês de agosto (R$ 379,07), apresentou uma queda de preço de 2,50%, de acordo com a pesquisa realizada na última de setembro e primeira semana de outubro pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).  

Dessa forma, em setembro o trabalhador douradense teve que destinar o equivalente a 37,03% do salário mínimo (R$ 998) para comprar uma cesta básica e 81 horas e 28 minutos da sua jornada de 220 horas mensais. 

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, nove apresentaram uma queda de preços no mês passado: tomate (16,53%), margarina (14,87%), batata (3,58%), açúcar (3,48%), café (2,76%), leite (2,23%), carne (1,54%), banana (0,78%) e farinha de trigo (0,73%). O pão francês, mais uma vez, fechou sem nenhuma variação de preços, mesmo apesar da desvalorização cambial do real perante o dólar e de sua matéria, a farinha de trigo, ser importada. Já os produtos que aumentaram de preços de agosto para setembro foram: o óleo de soja (9,26%), feijão (3,25%) e arroz (0,81%). 

Para a pesquisa, o que se percebe quanto ao comportamento dos preços neste ano é a instabilidade, "isso não significa necessariamente uma elevação de preços, já que num mês temos elevação e no outro uma queda de preços". É o que aconteceu por exemplo nos três últimos meses, assim; em julho, a maioria dos preços da cesta básica diminuiu, em agosto, 10 produtos aumentaram de preços e em setembro, 9 produtos fecharam com uma queda de preços. Um das principais razões a se levar em conta neste cenário é que os produtos dependem das estações do ano e, por isso, seus preços oscilam muito. 

A pesquisa informa ainda que a diferença de preços entre os diversos supermercados do município, foi de de R$ 62,55 (18,55%), já que a cesta custou R$ 399,68 no lugar mais caro e R$ 337,13 no mais barato, com  com os mesmos produtos. Outra sugestão que os pesquisadores fazem é a de verificar os levantamentos realizados pelo PROCON, porque o método adotado por ele é a de comparar os preços praticados por cada estabelecimento e dar a publicidade esta pesquisa identificando cada supermercado com os respectivos produtos. Esta informação consta no site do município sendo mensalmente atualizada. 

CAPITAIS
Na comparação com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o preço da cesta no mês de setembro foi de R$ 396,98; portanto, maior que a de Dourados. Desta vez, o preço da cesta básica douradense, superou os preços verificados em 05 capitais estaduais do país: Recife, João Pessoa, Natal, Salvador e Aracaju. 

Em nível nacional, no mês de setembro, São Paulo registrou o maior preço da cesta básica entre as capitais estaduais do país, de R$ 473,85 e pelo segundo mês consecutivo. Porto Alegre foi a segunda capital com a cesta básica mais cara, R$ 458,29, e a terceira foi o Rio de Janeiro com R$ 458,21. Mesmas posições ocupadas em agosto.   

Enquanto isso, os menores preços foram verificados em: Aracaju (R$ 328,70);  Salvador (R$ 345,04) e Natal (R$ 352,57). Também repetindo as classificações de agosto. No geral, em setembro os preços da cesta básica diminuíram em 16 das 17 capitais pesquisadas, conforme verificado no DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 


SALÁRIO MÍNIMO NECESSÁRIO
Levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece que o valor do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Dessa maneira, em agosto de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.044,58, isso significa 4,05 vezes mais do que o mínimo vigente (R$ 998). E no mês de setembro, o salário mínimo necessário estava em R$ 3.980,82. Assim, em setembro, o trabalhador brasileiro teve um ganho do poder de compra do seu salário se comparado ao mês de agosto. 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Caixa abre hoje para pagamento do auxílio emergencial
ECONOMIA

Caixa abre hoje para pagamento do auxílio emergencial

06/06/2020 08:00
Caixa abre hoje para pagamento do auxílio emergencial
Pagamento de 13º para Bolsa Família deve custar até R$ 2,6 bilhões
Bolsa Família

Pagamento de 13º para Bolsa Família deve custar até R$ 2,6 bilhões

05/06/2020 16:49
Pagamento de 13º para Bolsa Família deve custar até R$ 2,6 bilhões
Caixa libera 2ª parcela para 2,6 milhões de beneficiários de auxílio
ECONOMIA

Caixa libera 2ª parcela para 2,6 milhões de beneficiários de auxílio

05/06/2020 14:38
Caixa libera 2ª parcela para 2,6 milhões de beneficiários de auxílio
MP libera R$ 60,1 bilhões contra coronavírus em estados e municípios
Medida Provisória

MP libera R$ 60,1 bilhões contra coronavírus em estados e municípios

05/06/2020 13:47
MP libera R$ 60,1 bilhões contra coronavírus em estados e municípios
Petrobras divulga venda de participação em cinco empresas de energia
Petrobras

Petrobras divulga venda de participação em cinco empresas de energia

05/06/2020 13:29
Petrobras divulga venda de participação em cinco empresas de energia
Últimas Notícias