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Economia

Crise do Coronavírus afeta mais os negócios liderados pelas mulheres

Público feminino foi triplamente afetado com a perda de empregos, além do aumento das tarefas domésticas e dos cuidados com as crianças, por conta do fechamento das escolas

12 Abr 2021 - 15h00Por Charles Aparecido
Empreendedoras estão com dificuldades para manter seus estabelecimentos - Crédito: DivulgaçãoEmpreendedoras estão com dificuldades para manter seus estabelecimentos - Crédito: Divulgação

A pandemia da Covid-19 está gerando uma crise econômica em todo o País. Uma pesquisa do IRME - Instituto Rede Mulher Empreendedora feita com 1.555 empreendedores revela que durante a crise sanitária do Coronavírus, a maioria dos negócios foi afetado em seu funcionamento, sendo 20% os liderados por mulheres que tiveram de paralisar ou suspender suas atividades. Apenas 16% dos negócios liderados por homens paralisaram ou suspenderam suas atividades, isso mostra que as mulheres empreendedoras estão com mais dificuldades para manter seus estabelecimentos.

A empresária Ely Silva de Oliveira Semmelroth, cresceu vendo a mãe empreendendo e em março de 1996 fundou o Buffet Luzly, uma empresa que tem como objetivo levar a versatilidade e sabor à mesa de seus clientes. Atualmente possui 25 anos no mercado gastronômico e eventos. Ela acredita que as mulheres enfrentam mais dificuldades do que os homens em empreender. “São os mesmos desafios para qualquer empresário, porém pelo fato de ser mulher algumas dificuldades a mais se expõem. Como ter diferentes tarefas, ser mãe, esposa e empreendedora”, afirma Ely ao O PROGRESSO.

“São os mesmo desafios para qualquer empresário, porém pelo fato de ser mulher algumas dificuldades a mais se expõem. Como ter diferentes tarefas, ser mãe, esposa e empreendedora”  |  Ely Oliveira (Empresária)

Entre as entrevistadas, 20% afirma enfrentar no dia a dia dificuldades de organizar e realizar tarefas devido ao aumento das atividades, enquanto apenas 17% dos homens dizem ter dificuldades. A atual situação de instabilidade no comércio, quedas nas vendas e folha de pagamento, tem deixado as empreendedoras cada vez mais preocupadas e, o surgimento de complicações na saúde mental tem ganhado espaço na vida destas mulheres.

Saúde mental

Segundo a pesquisa do IRME - Instituto Rede Mulher Empreendedora, a palavra “ansiosa” é citada entre 66% das mulheres. “É preciso entender que a saúde mental depende muito da estrutura de personalidade que cada pessoa desenvolve desde o início da sua vida e continua desenvolvendo. A partir disso, é possível destacar as causas que levaram a pesquisa do IRME neste resultado. Contudo a ansiedade em um nível elevado, ou seja, quando desestabiliza o sujeito, apresenta-se com características de preocupação excessiva que pode levar a pensamentos e sentimentos de incapacidades. Também pode gerar autocrítica de caráter negativo e este emaranhado de possibilidades influencia diretamente no desenvolvimento e execução dos exercícios de suas funções dentro do seu empreendimento”, explica a psicóloga Aline L. Seline ao O PROGRESSO.

“É preciso entender que a saúde mental depende muito da estrutura de personalidade que cada pessoa desenvolve desde o início da sua vida e continua desenvolvendo”  |  Aline L. Seline (Psicóloga - CRP 14/08630-9)

Empreendedorismo feminino

Se por um lado foram mais afetadas, por outro são elas que estão empreendendo mais neste momento de pandemia no Brasil. A pesquisa revela que 88% das mulheres entrevistadas dizem ter interesse em empreender enquanto apenas 70% dos homens desejam se arriscar, esses números representa que o País está começando a caminhar para uma igualdade no mundo dos negócios, embora os tempos de “Covid -19” esteja prejudicando a economia mundial. “Sem dúvidas as mulheres estão mais seguras e determinadas a enfrentar os desafios”, ressalta Ely, proprietária do Buffet Luzly. A empresária está correta, o IRME mostra na pesquisa que as empreendedoras participam mais de cursos e capacitações focadas em negócios, além de formalizar suas empresas muito mais que os homens.

Saiba mais  |  Impactos da pandemia

O Produto Interno Bruto brasileiro recuou 4,1% em 2020 segundo a divulgação do IBGE no dia 03/03/2021, o resultado é devido ao Covid-19 que tem agravado a economia. “O ato de empreender por si só já é um grande desafio. Iniciar um negócio, passar por todas as fases do seu desenvolvimento e se manter no mercado são hoje um processo muito mais desafiador do que no passado”, ressalta a empresária Ely Silva de Oliveira Semmelroth. Neste parâmetro, 68% das mulheres responderam ser capaz de se adaptar com as mudanças do impacto da pandemia enquanto apenas 53% dos homens sabem lidar.

 

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