Dourados – MS domingo, 05 de dezembro de 2021
Dourados
35º max
23º min
Música

Swing Blue”, conjunto que marcou o final dos anos 60 em Dourados

O Swing Blue surgiu no início da década de 60, em Ponta Porã, mas, posteriormente, fincou raízes em Dourados, onde era adorado pela galera

24 Out 2021 - 17h00Por Vander Verão, especial para O Progresso
Em 1967, o Swing Blue acompanhou o cantor Wanderley Cardoso em memorável show no Cine Ouro Verde - Crédito: Acervo: Clube Social de Dourados/FacebookEm 1967, o Swing Blue acompanhou o cantor Wanderley Cardoso em memorável show no Cine Ouro Verde - Crédito: Acervo: Clube Social de Dourados/Facebook

Em todas as décadas, a música sempre esteve presente na vida dos jovens em Dourados, principalmente, a partir dos anos 60, quando os bailes eram atrações obrigatórias, geralmente, aos sábados. O grupo que encantou os douradenses naquela época foi o Swing Blue que, devido ao sucesso, fez vários excursões.

O Swing Blue surgiu no início da década de 60, em Ponta Porã, mas, posteriormente, fincou raízes em Dourados, onde era adorado pela galera. Em 1966, já em Dourados, o Swing Blue era formado por  Brasilício Aquino (violão, guitarra);  Aldinar Aquino (saxofone); Reinaldo Nunes Amaral (acordeon); Florentino Aquino (bateria); e Sergio Monges (crooner).

O grupo era presença obrigatória nos restaurantes Figueira e no Meu Cantinho, além, é claro, de animar os tradicionais bailes no Clube Social.

Em janeiro de 1967, com nova aparelhagem musical, adquirida em São Paulo, o Swing Blue realizou uma excursão pelo Norte de Mato Grosso, passando por cidades como Rio Verde, Coxim, Rondonópolis e Cuiabá. Na época, era considerado um dos melhores conjuntos em todo o Estado. Antes, porém, passou por Pedro Juan Caballero (Paraguai), Ponta Porã, Bela Vista, Jardim, Guia Lopes, Aquidauna e Campo Grande (no Clube Surian).

O Swing Blue teve várias formações. Em 1967, por exemplo, o grupo era constituído por: Brasilício (guitarra e diretor); Chipinho (guitarra solo); Grilo (bateria); Leônidas Além (cantor); Pepe (baixo); e Oreco (sax tenor).

Leônidas Além, vale lembrar, foi um dos mais importantes intérpretes daquela época. Depois do Swing Blue, partiu para carreira solo, venceu duas edições do Festival da Canção e abrilhantou dezenas de casamentos em igrejas.

Na Igreja
“No 1º domingo de junho todos os estudantes dos cursos secundários estarão presentes numa missa festiva, em que o côro será composto pelos mesmos, os quais além do órgão, terão como acompanhamento as guitarras elétricas do conjunto Swing Blue.

Este congraçamento da juventude douradense se deve a feliz iniciativa do Sr. Bispo Diocesano, D. Carlos. Certamente será uma missa emocionante. Lembrem se: dia 2 de junho às 9,15 hs, na Igreja Matriz”.

Esse comentário foi publicado na coluna “Ronda Semanal”, assinado por Aremy (Ymera Senatore Fedrizzi), na edição do dia 25 de maio de 1968 do jornal O Progresso. Como se vê, a presença de guitarras em missas na Igreja Católica vem de há muito tempo.

Sai um, entra outro
Depois do Swing Blues, quem fez sucesso em Dourados foi o grupo Os Milionários do Ritmo, que também era presença garantida nos bailes dominicais no Clube Social, atrações infalíveis naqueles tempos de ditadura militar.

“Os Milionários do Ritmo” surgiu em 1968. Era formado por Moacir Costa (baixista), Zé Alencar (guitarra-base), Marcílio (guitarra-solo), Armando Piai (organista), Adalberto Zulú (baterista) e Mico (vocalista). Bem, a história desse grupo já contei. É só ir no “busca” no Facebook.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Gente que Acontece
Coluna da Adiles

Gente que Acontece

03/12/2021 09:10
Gente que Acontece
Músico Fronteiriço está entre os finalistas do 22° FUC
Festival Universitário

Músico Fronteiriço está entre os finalistas do 22° FUC

28/11/2021 15:00
Músico Fronteiriço está entre os finalistas do 22° FUC
Trem das Onze, o samba na terra de Marcelino Pires
Música

Trem das Onze, o samba na terra de Marcelino Pires

28/11/2021 13:00
Trem das Onze, o samba na terra de Marcelino Pires
Rogério Fernandes lança “Eu conto para não morrer comigo”
Literatura

Rogério Fernandes lança “Eu conto para não morrer comigo”

28/11/2021 11:00
Rogério Fernandes lança “Eu conto para não morrer comigo”
Museu de Arte Contemporânea completa 30 anos
Cultura

Museu de Arte Contemporânea completa 30 anos

28/11/2021 09:00
Museu de Arte Contemporânea completa 30 anos
Últimas Notícias