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Cultura

Lenine é atração do último dia do Festival de Inverno de Bonito

14 Jun 2019 - 09h04Por Redação
“Cantautor” de sagas e amores - Crédito: Divulgação“Cantautor” de sagas e amores - Crédito: Divulgação

No meio musical existe uma batida sincopada de violão que dá um ritmo bem característico a uma canção. Um som brasileiro, uma “levada” com um peso que alguns consideram herança roqueira, outros do maracatu pernambucano. De fato, poucos músicos possuem este batismo. E um deles, justamente o homenageado, estará no 20º Festival de Inverno de Bonito: Lenine, grande atração musical do dia 28 de julho (domingo), no Palco das Águas.

E pensar que já se passaram nove anos desde a última participação do compositor e músico pernambucano por grandes eventos culturais aqui no Estado. Lenine foi uma das atrações do Festival América do Sul e do MS Canta Brasil, em 2010, realizados pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Desta vez Lenine apresentará elementos de seu 13º disco, “Em trânsito” (2018), uma boa síntese de seu fazer artístico e de como ele mesmo se classifica: cantautor, o artista que canta suas próprias composições, ou – como faziam os trovadores do século 12 – transforma em versos as questões, os amores e as sagas de seu tempo.

Histórias à base de palavra e música: elementos que, para ele, andam juntos desde sempre. Ou melhor, desde o berço, no Recife, onde começa – em 2 de fevereiro de 1959 – a história de Oswaldo Lenine Macedo Pimentel. Menino do bairro da Boa Vista que vai crescer brincando de caçar caranguejo nos manguezais e pegar jacaré nas ondas da Boa Viagem.

São desta terra e deste tempo suas primeiras referências musicais: Ângela Maria, Cyro Monteiro, Bach, Chopin, Jackson do Pandeiro, Miltinho, o embolador paraense Ary Lobo e Dorival Caymmi – com o inesquecível “Canções praieiras”.

Com forte influência do folclore brasileiro e dos ritmos nordestinos, Lenine leva ao Festival de Inverno de Bonito sons característicos, reconhecidamente “seus”, apesar da inovação constante, um selo de qualidade que demonstra sua evolução como músico e artista sensível às inspirações de nossa cultura.

No palco é acompanhado pela banda formada por seu filho Bruno Giorgi (guitarra, programações e vocais), que também é produtor de seu último álbum, Guila (baixo, sintetizador e vocais), JR Tostoi (guitarra, programações e vocais) e Pantico Rocha (bateria e vocais), com repertório trazendo tanto músicas inéditas quando grandes sucessos do “cantautor”. 

 

Fonte: Fundação de Cultura de MS 

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