Dourados – MS quarta, 12 de maio de 2021
Dourados
24º max
16º min
Vacinação 2
ESPECIAL

Faísca e Fumaça: a dupla que faz parte do cenário urbano de Dourados

25 Abr 2021 - 07h00Por Rozembergue Marques
Sempre sorridentes, a dupla conta que não conhece hospital - Crédito: DivulgaçãoSempre sorridentes, a dupla conta que não conhece hospital - Crédito: Divulgação

Diz a história que os santos católicos Cosme e Damião eram irmãos gêmeos, que viveram e morreram na Ásia Menor por volta do ano 300 depois de Cristo.

Eles teriam sido médicos, e atendiam a população sem cobrar nada por isso. Os gêmeos praticavam a medicina em Egeia e alcançaram, por isso, grande reputação e popularidade, tanto pelo ofício que praticavam como pela bondade.

Em Dourados também existe uma dupla chamada Cosme e Damião, famosa e querida por todos. Mais exatamente Cosme da Silva Rodrigues e Damião da Silva Rodrigues.

A dupla tem traços indígenas, cabelos longos e circula pelos quatro cantos da cidade vestindo trajes iguais (costume herdado da mãe, desde que eram bebês) e em duas bicicletas. O carro na garagem é usado só de vez em quando. 

São uma espécie de componentes do espaço urbano da cidade. Depois dessas dicas, o leitor/leitora certamente já sabe de quem o repórter está falando: da dupla Faísca e Fumaça, com a qual teve uma divertida conversa/entrevista nesta semana na casa onde nasceram e residem há 58 anos, no final da Rua Cuiabá que tem ao fundo o córrego Água Boa.

O apelido foi ganhado na década de 80 por conta dos dois andarem “engarupados” em uma motoneta do tipo Garelli, marca e modelo que não existe mais exceto as poucas unidades que “sobreviveram” à chegada dos modelos mais modernos. 

Sempre sorridentes, a dupla conta que não conhece hospital. Quando ficam com algum sinal de doença, tomam um banho de rio e tudo bem. Não bebem nem fumam. Trabalham como pedreiros e no exercício da profissão não arredam pé de uma condição: a empreitada tem que incluir os dois.

Acompanharam todo o crescimento da cidade e especialmente a urbanização das fazendas existentes onde hoje é o Jardim Itália e o Jardim Clímax. 

De bem com a vida, sem nunca terem tido desavenças e unidos desde o berço, Faísca e Fumaça, se fossem edificações, deveriam ser tombados como patrimônio histórico da cidade.

Pessoas que são, merecem o reconhecimento e o aplauso pela simplicidade e pela trajetória de vida, percorrida em grande parte com as “magrelas” com as quais transitam, sempre juntos, pelas ruas e avenidas de Dourados.

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Dourados 2020, de Iracema Limberger
IMPRESSO

Dourados 2020, de Iracema Limberger

12/05/2021 14:00
Dourados 2020, de Iracema Limberger
Dagata e Os Aluízios duas décadas encantando o público
IMPRESSO

Dagata e Os Aluízios duas décadas encantando o público

12/05/2021 13:00
Dagata e Os Aluízios duas décadas encantando o público
Semana de valorização da cultura indígena entra no calendário de eventos
IMPRESSO

Semana de valorização da cultura indígena entra no calendário de eventos

12/05/2021 11:30
Semana de valorização da cultura indígena entra no calendário de eventos
“Retrato do Artista Quando Coisa” homenageia Manoel de Barros
IMPRESSO

“Retrato do Artista Quando Coisa” homenageia Manoel de Barros

12/05/2021 11:00
“Retrato do Artista Quando Coisa” homenageia Manoel de Barros
Deus é mãe - por João Linhares
Poesia

Deus é mãe - por João Linhares

09/05/2021 15:25
Deus é mãe - por João Linhares
Últimas Notícias