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Queda nas vendas no comércio chega a 40% na pandemia

A informação é baseada nos pedidos de consultas para venda à prazo que chegaram ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) nos primeiros sete meses deste ano

15 Set 2020 - 08h01Por Marli Lange
Queda nas vendas no comércio chega a 40% na pandemia - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

A queda nas vendas à prazo do comércio da área central de Dourados, nos meses mais críticos da pandemia de coronavírus, pode ter chegado a 40%, se comparar os primeiros meses de 2020 em relação a 2019. A informação é baseada nos pedidos de consultas para venda à prazo que chegaram ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), de acordo com a estatística  divulgada pela Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados).

A sequência de quedas nas consultas ao SCPC, que se refletem possivelmente nas vendas, vem ocorrendo desde janeiro deste ano, quando a pandemia do coronavírus estava forte na China, mas que não havia casos confirmados no Brasil. Em março, quando surgiram os primeiros casos em Dourados, e a cidade entrou em quarentena, a queda dos pedidos de consultas para venda à prazo no comércio varejista chegou a 34,17%, piorando no mês de abril, quando o comércio chegou a fechar as portas. O mês de abril foi o ápice, com queda de 40,64% nos pedidos de informações.

Com o comércio voltando a abrir normalmente, de junho em diante, a queda nos pedidos de consultas junto ao SCPC vem reduzindo gradativamente. No mês de julho, a queda foi de apenas 2,63% negativos, em relação ao mesmo mês em 2019.

A informação é confirmada pelo presidente do Sindicom (Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados), Walter Castro. “Tivemos um período bastante crítico nas vendas no início da pandemia. Os comerciantes tiveram que fechar as portas, depois reabriram em meio período, por determinação da prefeitura. Dias depois voltou em período integral. Outros comerciantes fecharam definitivamente o comércio porque não suportaram a crise. Foi uma fase complicada para todo o comércio”, confirmou Castro, lembrando que “apenas agora o comércio vem se estabilizando à duras penas, mas precisa fazer alguns ajustes para recuperar o prejuízos dos meses anteriores.”

Sábado

Castro diz que os comerciantes aos poucos vem adquirindo a esperança em melhores dias, a exemplo de antes da pandemia, mas ainda faltam alguns detalhes que precisam ser acertados, que é a abertura do comércio da área central aos sábados, após às 12h. Atualmente o comércio de rua funciona até meio-dia aos sábados por conta de uma resolução da prefeitura impulsionada pela pandemia do coronavírus. Segundo Castro, sábado é o melhor dia para venda no comércio da área central, pois atende as pessoas que vêm de cidades vizinhas, que só tem tempo no sábado. “É uma incoerência, o Shopping, supermercados, bares e lanchonetes permanecem abertos o dia inteiro, mas o comércio da área central é obrigado a fechar as portas após o almoço, no melhor dia de vendas”, relata Castro.

Ele diz que já foi feito vários pedidos para a prefeitura para reverter a situação, mas os comerciantes não são atendidos. “O comércio da área central cumpre rigorosamente com os cuidados, normas estabelecidas para conter o coronavírus, mas mesmo assim, estão sendo prejudicados com as decisões da prefeitura, enquanto outros locais, que oferecem muito mais riscos, permanecem  abertos normalmente, é um descaso com o comércio”, comenta Castro.

Inadimplência

Se por um lado, a pandemia do coronavírus prejudicou as vendas do comércio douradense nos primeiros meses deste ano, não poderá se dizer o mesmo para o fator “inadimplência”. Segundo o SCPC, os registros de nomes negativados caíram 10,16%. Até o mês de julho de 2019 a Aced registrou 8.802 nomes na “lista negra” do SCPC, mas em 2020, no mesmo período, foram 7.907 nomes negativados.

Outra boa notícia foi o número de pessoas que “limpou” o nome, ou seja, foram excluídas dos registros do SCPC. O número de pessoas que pagaram suas contas e limparam o nome de janeiro a julho deste ano foi de 0,52% menor em relação ao mesmo período de 2019. No ano passado foram 5.905 pessoas excluídas dos registros do SCPC e este ano, 5.874, uma boa notícia, levando em consideração a crise financeira provocada pelo coronavírus e que deixou  grande parte das famílias brasileiras endividadas. Para se ter uma ideia, no Brasil, o endividamento no mês de agosto, atingiu 67,5% das famílias, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), acima dos 67,4% de julho deste ano e dos 64,8% de agosto do ano passado. Já a inadimplência chegou a 26,7% das famílias em agosto, percentual superior aos 26,3% de julho deste ano e aos 24,3% de agosto do ano passado.


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