Dourados – MS terça, 01 de dezembro de 2020
Dourados
33º max
23º min
Influx
Imaculada-Mobile
Cultura

1º Fempop, em 1978, revelou talentos e deixou saudades

O festival teve duas categorias: colegial e universitária e recebeu um público estimado em 6 mil pessoas

23 Out 2020 - 14h06Por Vander Verão, especial para O Progresso
1º Fempop, em 1978, revelou talentos e deixou saudades - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O 1º Grande Fempop (Festival de Música Popular Brasileira) aconteceu no final de setembro de 1978, no ginásio de esportes do Operário (depois, conhecido como ginásio do CAD - Clube Atlético Douradense). O evento foi promovido pelo Juca (Jovens Unidos da Cabeceira Alegre), coordenado pelo radialista Ézio Moreira, com apoio da Delegacia Regional de Ensino. Posteriormente, o Fempop passou a ser coordenado pela UDE (União Douradense de Estudantes), presidida por Clóvis de Oliveira.

O festival teve duas categorias: colegial e universitária e recebeu um público estimado em 6 mil pessoas.

O vencedor do primeiro festival, categoria colegial, foi o saudoso Luiz Pereira Petelin, que interpretou a canção “A Noiva” (Agnaldo Timóteo), e Élzio Lima, pela categoria universitário, que mandou ver “Cavalgada” (Roberto Carlos). A melhor torcida foi a do Colégio Reis Veloso.

Esse 1º Grande Fempop influenciou a realização de eventos nos mesmos moldes em vários municípios da região, como Itaporã e Caarapó, por exemplo.

A apresentação do 1º Grande Fempop esteve a cargo do radialista Albino Mendes e da professora Nilcéia Pacco. O som foi coordenado por Tim Sgaravatti, junto com o conjunto “Explosão 2.000”, de Caarapó. Também marcaram presença os saudosos Moacir Costa (guitarra) e Armando Piai (órgão).

Como convidado especial da noite, o saudoso Leônidas Além cantou a música “Sem você”, que integrou o memorável álbum “Os Melhores da Música Jovem Matogrossense” (também participaram desse disco Isaac de Barros, Victor Wagner Conde, Getúlio Teixeira, Anellise, Noé Stein e Georgino Silva).

Muitos participantes do Fempop continuaram subindo aos palcos, como por exemplo, a cantora Célia Cristina (hoje, Célia Held), que mora nos Estados Unidos e trocou o pop pela música gospel. Carlos Fábio e Nildo Pacito (in memorian), formaram dupla e também marcaram época em Dourados. José Edir Ferreira Gonsalez, o Mikimba, hoje toca nas noites campo-grandenses.

O saudoso Miguel Oliveira, do grupo “Nóis Num Liga”, também era figura marcante nos festivais, sempre mandando ver Raul Seixas.

Élzio Lima, que foi o vencedor na categoria universitário, reside atualmente em Campo Grande. Vale lembrar que ele também fez muito sucesso jogando como lateral esquerdo no time do Comercial, do inesquecível João Ângelo Rocha.

O Fempop, na verdade, foi considerado a vitrine para muita gente que não tinha onde mostrar o seu talento. E todos saiam ganhando...




Deixe seu Comentário

Leia Também

Lei Aldir Blanc alcança mais de 4 mil municípios que nunca receberam recursos diretos para a cultura
Cultura

Lei Aldir Blanc alcança mais de 4 mil municípios que nunca receberam recursos diretos para a cultura

01/12/2020 14:01
Lei Aldir Blanc alcança mais de 4 mil municípios que nunca receberam recursos diretos para a cultura
Girafolhas: ideias criativas e  artística com papel
Cultura

Girafolhas: ideias criativas e artística com papel

30/11/2020 16:45
Girafolhas: ideias criativas e  artística com papel
Zezãozinho fez sucesso na década de 80 em Dourados
Cultura

Zezãozinho fez sucesso na década de 80 em Dourados

30/11/2020 14:36
Zezãozinho fez sucesso na década de 80 em Dourados
Governo apoia projeto de geração de renda com cerâmicas Kadiwéu
Cultura

Governo apoia projeto de geração de renda com cerâmicas Kadiwéu

27/11/2020 17:16
Governo apoia projeto de geração de renda com cerâmicas Kadiwéu
Obra da UEMS está concorrendo ao Prêmio Jabuti que acontece hoje
Prêmio Jabuti

Obra da UEMS está concorrendo ao Prêmio Jabuti que acontece hoje

26/11/2020 14:09
Obra da UEMS está concorrendo ao Prêmio Jabuti que acontece hoje
Últimas Notícias