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'Perneira' ajuda, mas falta de cuidado com cães faz 19 leituristas sofrerem ataques nas casas em MS

Número de acidentes aumentou e profissionais da categoria dizem conviver com medo constante na rotina de trabalho pelas ruas da cidade, sendo alguns deles afastados após sofrer mordidas de cachorros

23 Set 2021 - 15h30Por G1
'Perneira' ajuda, mas falta de cuidado com cães faz 19 leituristas sofrerem ataques nas casas em MS - Crédito: Energisa/Divulgação Crédito: Energisa/Divulgação

A perneira faz parte do Equipamento de Proteção Individual (EPI) e até ajuda, mas, a falta de cuidado com os cães faz com que os leituristas sofram ataques e convivam com o medo constante na rotina de trabalho pelas ruas.

De acordo com dados da Energisa - concessionária responsável pelas distribuição de energia elétrica - e que terceiriza este serviço, 19 leituristas ficaram feridos e alguns afastados por conta de mordidas de cachorros no estado, nos últimos 12 meses.

O leiturista Alexandre da Silva Santos, de 37 anos, é um deles. O acidente, segundo ele, ocorreu no mês anterior, na aldeia urbana Marçal de Souza, em Campo Grande. Ao relembrar os fatos, ele ressalta que "tudo poderia terminar em uma tragédia".

"Estava fazendo leitura no horário do almoço. Era meio-dia mais ou menos e eu estava de costas, enquanto, do outro lado da rua, a mãe estava saindo para levar a filha na escola. A menina abriu o portão e o cachorro veio com tudo. Ele mordeu as minhas duas pernas e não chegou na pele porque eu estava com o EPI, senão, tinha me ferido bastante", relembrou ao G1 Alexandre.

Na ocasião, ele conta que a única reação que teve foi ficar parado e colocar a mochila na frente para se proteger. "Eu estava de costas, não tinha nem como reagir e ele nem latiu, já foi pra cima. A gente tem a vestimenta, mais, ainda assim é perigoso. Era um cachorro de porte médio. Depois, soube dos vizinhos que este não era o primeiro ataque", lamentou o leiturista.

Após o ataque, Alexandre ressaltou que a dona recolheu o animal e pediu desculpas. Ela alegou que a menina é quem abriu o portão e, por um descuido, o cão escapou.

"Poderia ter acontecido algo muito pior, ele me mordeu dos dois lados e poderia ter machucado bastante. E se fosse uma criança? E se fosse um idoso? Quem tem cachorro bravo precisa cuidar, precisa olhar mais", disse.

Entre os dias 29 de julho e 23 de agosto deste ano, houve o agravante com cinco ocorrências registradas, sendo um profissional afastado por 60 dias.

Treinamento

Menos de um mês depois, no dia 11 de setembro deste ano, profissionais da categoria passaram por mais uma etapa de treinamento de prevenção e reação em acidentes com cães, impulsos caninos e comportamento de cães agressivos.

O coordenador comercial da Energisa, Jonas Ortiz, fala que somente os treinamentos e orientações não são suficiente, já que a população também precisa ajudar.

"As pessoas precisam cuidar para o animal não escapar do portão. Tivemos dois casos recentes, graves, em que o profissional ficou afastado. Houve um caso em Ponta Porã, em que o profissional precisou passar por cirurgia", explicou.

Com os ataques cada vez mais frequentes, a concessionária faz um alerta e dá orientações importantes:

- Verifique na fatura de energia elétrica o dia da próxima visita do leiturista, e neste dia, evite o contato do leiturista com o cão. Clientes que possuem o medidor dentro do imóvel, de preferência, devem externalizar a medição.

- Não permita o contato do cão com o leiturista. Até os animais mais dóceis podem se tornar agressivos em seu território.

Outro cuidado é não deixar o animal escapar para a rua quando os portões abrirem;
quando o leiturista precisar entrar no imóvel para fazer a leitura, o cliente DEVE prender o cachorro e não apenas segurar o animal
o leiturista pode (e deve) recusar fazer a leitura, caso identifique que há risco de acidente por cão solto dentro do imóvel

Posicione a caixa de correspondência de forma a evitar o contato do cão com a mão do leiturista.

Sinalize a presença de animais com placa, por exemplo “Cão Bravo”. Isso ajuda a alertar a quem chega à sua casa.

Você sabia que o Código Civil (art. 936) descreve que o dono ou detentor do animal tem responsabilidade de ressarcimento pelos danos e prejuízos causados por eles.

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