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Os bebês da pandemia: número de partos mantém leve queda no MS

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Estado mantém uma média de 5% de queda no número de nascidos vivos nos últimos anos; pandemia não influenciou na decisão de engravidar

10 Out 2021 - 15h00Por Ana Paula Amaral
A digital influencer Gabriella Conde, que engravidou durante a pandemia - Crédito: DivulgaçãoA digital influencer Gabriella Conde, que engravidou durante a pandemia - Crédito: Divulgação

O número de nascidos vivos no Mato Grosso do Sul vem registrando uma leve queda nos últimos anos. Dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde, indicam que, a cada ano, o Estado vem reduzindo, em média, em torno de 5% o número de nascimentos. Esta média se manteve mesmo durante a pandemia – o que indica que, para a maior parte das famílias, o surgimento do vírus não influenciou na decisão de engravidar. Em Dourados, os dados também revelam uma queda média de 5% nos anos de 2019, 2020 e 2021. No entanto, nos consultórios de obstetrícia, o ritmo de atendimentos de pré-natal não caiu; pelo contrário, houve aumento no volume de gestações neste mesmo período.

Segundo os números do Ministério da Saúde, em 2019 foram 43.695 nascidos vivos no Mato Grosso do Sul. No ano seguinte, quando a pandemia foi registrada no país, o número manteve a média de queda de 5%, registrando 41.285 nascimentos. Entre 2018 e 2019 o número de partos e nascimentos já vinha caindo – foram 44.275 registros de nascimento, 580 a mais do que no ano seguinte. Em 2021, até o mês de abril, data do último registro do levantamento, foram 13.922 nascimentos. No mesmo período do ano passado, o Estado registrou 14.843 nascimentos.

Em Dourados, os dados do Ministério da Saúde também indicam uma queda leve e frequente nos últimos anos. Entre 2019 e 2020, a queda no número de nascimentos foi de 5,34%. Em 2019, foram 13.905 nascimentos no município, contra 13.162 no ano passado, em plena pandemia. 

Em 2021, o número de partos mantém a média de queda de 4% - até maio deste ano, foram 4.544 nascimentos registrados, contra 4.734 no mesmo período do ano anterior. 

No Brasil, a queda no número de nascimentos também segue a mesma tendência de queda – entre 2019 e 2020, o número de nascimentos caiu 5,66%. Os dados de 2020, analisados mês a mês, demonstram que as maiores quedas percentuais ocorreram em novembro e dezembro, justamente nove e dez meses depois de o coronavírus ser confirmado no Brasil. Nesses meses, a queda foi de 9%, quase o dobro da média do ano.

Dourados
Em Dourados, embora os números indiquem uma queda contínua nos últimos anos, nos consultórios de obstetrícia o movimento é grande. A obstetra Bethania Ribas Manzano conta que percebeu aumento no número de gestantes atendidas. Segundo ela, por conta da pandemia, alguns cuidados continuam importantes, já que as gestantes continuam sendo consideradas grupo de risco. 

“As recomendações são continuar seguindo as medidas sanitárias de segurança, uso de máscara, lavagem das mãos e álcool em gel na ausência de água e sabão. Evitar aglomerações também continua sendo fundamental, além da vacinação de todas as gestantes”, explica a especialista.

A digital influencer Gabriella Escobar da Silva Conde está grávida de 21 semanas. Mesmo em tempos de pandemia, a gestação foi planejada, após um aborto espontâneo em 2019. “É claro que a pandemia deixa todos nós inseguros, ainda mais quando pensamos que a gestação já é um estado que inspira mais cuidados. Mas graças a Deus, quando engravidei já havia tomado as duas doses da vacina, o que me deixou um pouco mais aliviada”, explica, ao ressaltar que continua tomando todos os cuidados necessários. O bebê deve nascer em janeiro de 2022.

A psicóloga clínica Jessyka Mendonça também engravidou durante a pandemia, após algum tempo de tentativas. “Nós já estávamos planejando aumentar a família, e ocorreu desta gravidez acontecer durante a pandemia. Eu tomei todos os cuidados necessários, mas optei por me manter tranquila e trazer uma leveza para dentro de casa nos momentos mais críticos da pandemia, para não afetar de forma negativa meu filho mais velho”, explica.

O parto do caçula Gustavo aconteceu há quatro meses, e mesmo neste momento a mãe conta que não se deixou levar pelos pensamentos e notícias negativas. “É claro que houve insegurança e medo, mas estava confiante em Deus e feliz por este bebê que estava para chegar”, completa.

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