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Maior evolução da pecuária aconteceu nas últimas três décadas

06 Out 2019 - 08h00Por Redação
Maior evolução da pecuária aconteceu nas últimas três décadas - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Nos últimos 30 anos a pecuária brasileira registrou seus maiores avanços produtivos. A idade de abate dos animais diminuiu de cinco para menos de três anos, o peso de carcaça aumentou de [email protected] para [email protected] e o Brasil passou da condição de importador a exportador de carne bovina para mais de 180 países.

“Investir em tecnologia, melhorar a sanidade, a nutrição e, principalmente, aumentar o rigor da seleção genética do rebanho são os pilares dessa evolução”, explica o criador Bento Abreu Sodré de Carvalho Mineiro, diretor da Fazenda Sant’Anna, em Rancharia (SP).

Entrando um pouco mais a fundo na questão do melhoramento genético de bovinos nas últimas três décadas, Bento Mineiro destaca a importância atual do padrão racial dos touros e características funcionais, sejam eles Nelore, Brahman ou Gir Leiteiro. Possuir morfologia adequada é o princípio básico da produção pecuária no Brasil. 

“As qualidades fenotípicas e funcionais são extremamente importantes, pois os touros têm de caminhar longas distâncias em pastagens altas, atrás de água, comida e da própria vacada. Animais com problemas de aprumo e umbigo estão fora do escopo produtivo”, elenca o criador. Principalmente, o Brahman necessita de cuidado especial em relação a estes atributos.

A raça chegou ao Brasil em 1994, mas o gado importado do seu berço, os Estados Unidos, apesar da ótima carcaça, tinha graves problemas de aprumos e umbigo. Para contornar o problema, a Sant’Anna, por exemplo, recorreu a linhagens paraguaias e australianas, muito mais próximas da realidade brasileira.

O Brahman surgiu na Sant’Anna em 1996 para substituir o Brangus, que havia ingressado no plantel em 1986, raça sintética que mostrou os segredos da qualidade de carne. Antes da chegada dela, a preocupação era agregar rentabilidade com o rápido ganho de peso e de carcaça a campo.

“Descobrimos que não basta produzir boi. Ele precisa ser precoce ao abate, ter bom rendimento de carcaça e resultar numa carne mais macia e saborosa para o consumidor final. Esse é o grande legado do Brangus, que, inclusive, culminou, à época, em uma participação na conceituada rede de restaurantes Rubaiyat”, lembra Bento Mineiro. O Brahman permitiu produzir a mesma qualidade de carne do Brrangus, mas com custo menor.

“Um bom touro também precisa de fertilidade, rusticidade e tamanho mediano, sem que encolha muito. É importante depositar gordura rápido, todavia, precisa encurtar o ciclo produtivo ganhando peso adequado”, adverte Bento Mineiro, lembrando que as vacas também necessitam de ótima habilidade materna e facilidade de parto. 

Mesmo o Nelore, não está imune àquelas preocupações, porque produzir bons reprodutores é o compromisso de uma fazenda voltada à produção a pasto, como é o caso também da Sant’Anna, com a raça-matriz da produção de carne brasileira. A história da propriedade mostra bem as transformações da pecuária brasileira, utilizou ultrassom para avaliar carcaça em 1980, iniciou ILP em 1995, inseminação artificial, fertilização in vitro  e foi uma das financiadoras do projeto Genoma do Boi, em 2003. 

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