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Isolamento social dispara venda de produtos eróticos em Dourados

19 Mai 2020 - 18h34Por Valéria Araújo
Isolamento social dispara venda de produtos eróticos em Dourados -

Ao contrário da baixa em vários setores do comércio, o isolamento social imposto pela pandemia do Covid-19 beneficiou o segmento de produtos de sexy shop. Em Dourados a vendedora Adriana da Silva estima que as vendas em sua loja virtual já aumentaram 50%. Segundo ela, quarentena uniu casais e os levou a buscar alternativas para apimentar a relação.

Entre as mulheres, os produtos mais vendidos são bolinhas aromáticas corporais e vibradores que estimulam o clitoris. Já entre os homens, a maior procura é por lubrificantes, produtos que aumentam o tamanho do pênis, e próteses femininas.

Entre os casais, produtos que estimulam a fantasia como separadores de braço e pernas são os mais procurados esse ano. Em relação aos preços são os mais variados. No caso das próteses variam de R$ 40 a R$ 100 sem vibrador e de R$ 60 a R$ 300 com o estímulo.

Adriana acredita que o mercado de sexy shop está em ascensão. Ela vendia kits de cosméticos para os cabelos e há dois anos decidiu investir no segmento erótico. Segundo ela, de lá para cá ela notou o aumento de profissionais fazendo o mesmo trabalho que ela. “Eu faço anúncios na internet e vendo muito pelos aplicativos de mensagens. Notei que quando comecei eu era uma das poucas vendedoras. Hoje muita gente faz o mesmo. Se a pessoa se dedicar dá para viver apenas da renda que esse mercado proporciona”, destaca.

Adriana diz que além da venda, ela também faz as entregas, e os pagamentos ficam a gosto do cliente, ou seja no cartão ou em dinheiro. Tudo ocorre de forma discreta. Só por telefone ela garante uma importante renda mensal que ajuda no sustento da casa.   

 

Quebrando tabu

Por muito tempo, as lojas de brinquedos eróticos foram um tabu e ninguém queria ser visto entrando ali. Esse cenário melhorou, mas ainda é prezada a discrição da compra e sigilo do cliente.

“Hoje as pessoas já estão com a mente mais aberta. As pessoas são curiosas e querem explorar novas possibilidades a dois. Querem ter mais intimidade e descobrir novas formas de prazer.  Nesse isolamento, o casal fica muito tempo junto em casa e quer explorar mais a relação. Se estão juntos há muito tempo, querem uma coisa diferente, nem que seja uma bolinha (lubrificante feminino). Já é algo que tira a rotina da relação”, conta a vendedora.

 

Crescimento mundial

Uma estimativa da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), prevê que o comércio de vibradores e brinquedos do gênero poderá crescer até 12% devido ao isolamento social. O aquecimento desse nicho, no entanto, está longe de ser um fenômeno exclusivamente brasileiro. Com medidas de restrição mais severas na Europa, grandes companhias do setor, como a marca de vibradores sueca Lelo, passaram a dar descontos de até 25% em uma peça publicitária que incentiva os consumidores a não sair de casa.

Na Dinamarca, a venda de brinquedos sexuais dobrou depois da quarentena. Apenas na primeira semana de abril, a Sinful, maior comerciante nórdica de produtos eróticos, registrou um boom de 110% nas vendas. Nos Estados Unidos, a marca de sex shop Bellesa anunciou a doação de milhares de vibradores como forma de incentivar as mulheres americanas a ficar em casa.

 

Paquera virtual

Segundo a pesquisa do Inner Circle, divulgada na Revista Exame, embora os encontros físicos tenham diminuído expressivamente entre os brasileiros, por aqui, a maior parte dos solteiros continua utilizando os aplicativos de paquera. 80% dos entrevistados afirmaram que trocam mensagens com alguém e que esperam encontrar a pessoa pessoalmente depois da pandemia. Já no Reino Unido, 33% disseram que os encontros não são prioridade e 20% veem a paquera virtual como algo desafiador.

Por aqui, as mensagens de texto continuam sendo o meio de paquera mais utilizado entre os solteiros, seja pelo chat dos próprios aplicativos de relacionamento (65%) ou pelo WhatsApp (56%). Chamadas de vídeo também chamam a atenção, com 44% de adesão, à frente de ligações telefônicas, com 30%. Os usuários do Centro-Oeste, por exemplo, são os que mais realizam chamadas de vídeo (54%).

 

 

 

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