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Saúde Pública

Faltam itens básicos para atender a população nos postos de saúde de Dourados

Cansados de fazer ‘vaquinha’, servidores vão deixar de adquirir gaze, esparadrapo, seringas e população poderá ficar sem atendimento nos próximos dias

24 Out 2021 - 13h00Por Gracindo Ramos, especial para O Progresso
Protesto denunciou falta de materiais de primeira necessidade como algodão, luvas, álcool, esparadrapos, papel toalha e sabonete - Crédito: SindenfProtesto denunciou falta de materiais de primeira necessidade como algodão, luvas, álcool, esparadrapos, papel toalha e sabonete - Crédito: Sindenf

A enfermagem está em alerta de greve em Dourados (MS). Faltam insumos de primeira necessidade nas unidades básicas de saúde do município, como algodão, luvas, álcool, esparadrapos, papel toalha, equipos (suporte que vai no soro), descarpack (caixa coletora para perfuro cortantes, onde são descartadas as agulhas e seringas quando são feitas medicações ou coleta de sangue), lençol ginecológico e até sabonete para lavar as mãos. 

“Falta tudo que você pensar dentro de uma unidade de saúde para gente trabalhar. Se a gente não tem o material, não tem como atender a população que procura os serviços. Às vezes, chegam para fazer um curativo e a gente não tem o material para fazer esse curativo”, falou ao O PROGRESSO a presidente do Sindenf (Sindicato dos Servidores da Enfermagem da Grande Dourados), Elisabeth Pereira Neto de Oliveira.

 Sem esparadrapo paciente precisa segurar a agulha

 

Segundo a profissional, também faltam medicamentos e, basicamente, só se encontra dipirona nas unidades básicas de saúde da cidade. “Falta também o teste biológico que a gente faz nas autoclaves para esterilizar o material. E ele prova se a autoclave está realmente esterilizando, se os materiais estão saindo lá de dentro limpos, puros, sem micro-organismos, sem bactérias. Isso também prejudica o trabalho do dentista, que usa os aparelhos para manipular a boca do paciente, e isso também fica prejudicado”, explica.

Outro ponto que a presidente do Sindenf cobra da administração é o incentivo pelo trabalho da categoria durante a pandemia. “Tem a questão da majoração da insalubridade, que nós estamos cobrando desde o início da pandemia. Seria 40% para todos os profissionais da saúde, por conta do contato direto que nós temos com pessoas contaminadas com a Covid. E nós atravessamos todo esse período pandêmico sem ter nenhum incentivo, sem ter nada. Trabalhando nas mínimas condições, mas ninguém deixou de trabalhar. Perdemos colegas para a Covid. É uma situação muito desagradável para a gente da enfermagem”, afirma. 

Greve
Na quarta-feira (20), a categoria dos profissionais de saúde, enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem realizou uma paralisação e foram para a frente do gabinete do prefeito Alan Guedes. Segundo o Sindenf, a manifestação foi realizada pelos diversos problemas enfrentados pelos profissionais na cidade, como falta de materiais e insumos; falta de política salarial/reajuste salarial; majoração da insalubridade durante a pandemia e transposição de auxiliares para técnicos. O protesto também teve participação do Sindracse (Sindicato Regional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias).

Segundo Sandro Ávalos, também da diretoria do Sindenf, sabendo da manifestação, a administração chamou os sindicatos para uma reunião na terça, um dia antes. “Apenas promessas, promessas, mas nada de concreto, previsão em materiais e insumos para chegar em 30 dias”, relatou. 

“A nossa reunião nem foi para sermos recebidos. Foi para protestar. O que nós queremos são respostas para tudo isso, prazos e saber quando vai chegar esse material. Desde a gestão passada, nós estamos esperando essas licitações. Então, já faz dez meses e nenhuma licitação foi realmente encaminhada. A gente quer essa transparência”, disse Elisabeth Oliveira. 

“No início, a gestão estava disposta a conversar. Só que eles não conversam. E quando conversam eles não têm respostas concretas. Não respondem ofícios que a gente manda”, reclama a sindicalista. O sindicato confirmou que continua em alerta de greve e aguardará os próximos dias prometidos pela gestão para a aquisição de insumos. Uma assembleia posteriormente deve decidir as próximas ações da categoria.

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