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Equoterapia oferece benefícios para o tratamento pós-covid

Lei Federal garante cobertura de planos de saúde para a prática terapêutica com cavalos, que busca o desenvolvimento do corpo e da mente

31 Jul 2021 - 10h00Por Gracindo Ramos
Equoterapia oferece benefícios para o tratamento pós-covid -

A equoterapia pode ser utilizada na reabilitação do pós Covid-19 por seus benefícios para o desenvolvimento do corpo e da mente. A indicação é tanto para pessoas com algum tipo de deficiência quanto para as que adquiriram sequelas respiratórias, neurológicas, cognitivas, motoras e psicológicas. Até mesmo quem sofreu impactos emocionais do isolamento social durante a pandemia pode encontrar refúgio para amenizar os impactos nessa terapia, realizada com cavalos ao ar livre e que estimula várias funções.
“Os benefícios são inúmeros, sendo eles psicológicos, força muscular respiratória, posicionamento biomecânico, alongament

o passivo, apoios de força de diafragma e abdômen, ginga torácica, melhora do fluxo respiratório, influência dos tipos de montaria através do movimento tridimensional e com a intervenção da equipe que estará atendendo esse praticante”, diz o equoterapeuta douradense Rafael Alves Alencar ao analisar os efeitos da atividade para pacientes pós Covid.

O profissional conta que a equoterapia oferece muitos benefícios como o desenvolvimento do afeto (devido ao contato da pessoa com o cavalo), estimulação da sensibilidade tátil, visual e auditiva, melhora da postura e do equilíbrio, aumento da autoestima e a autoconfiança, promovendo a sensação de bem-estar, melhora do tônus muscular, desenvolvimento da coordenação motora e percepção dos movimentos.

No entanto, ele observa que ainda há muita resistência aos atendimentos durante a pandemia, mesmo a atividade sendo desenvolvida em ambiente aberto, pelo fato de que a maioria do público possui comorbidades. Mas, “a equoterapia está criando força, mostrando a grande importância da terapia com o cavalo, sendo a nível municipal e estadual”, afirma o equotepeuta. Em Dourados, as pessoas podem ter acesso a equoterapia por meio de entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Autistas da Grande Dourados (AAGD) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e por entidade particulares como Equo Passo/Equoterapia e Reabilitação. Rafael e Equoterapia Neuroconfiar, onde Rafael integra a equipe multidisciplinar há dois anos.

Denise Caramori, psicopedagoga, ecoterapeuta e profissional da equitação para equoterapia, também faz parte da Neuroconfiar. Os atendimentos acontecem na 4ª Brigada do Exército Brasileiro e no Centro Equestre Weber. A profissional explica que a equoterapia é uma prática terapêutica e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar, com vários profissionais de áreas da saúde, educação e da equitação, no desenvolvimento de pessoas com deficiência e pessoas com dificuldade de aprendizagem.  

“Nosso público alvo não é apenas de pessoas com deficiências, mas toda e qualquer pessoa (criança, adolescente, adulto) que goste de cavalo, que precise de um atendimento na área de saúde e educação. A gente busca benefícios psicossociais. Os estímulos são inúmeros, então o praticante consegue adquirir consciência corporal, integração sensorial, integração do aparelho vestibular, modulação do tônus muscular, melhora muito a respiração concentração e atenção”, esclarece Denise.

A profissional esclarece que os planos de saúde devem contemplar a equoterapia. “Existe a Lei número 13.830/19, que dispõe sobre a prática da equoterapia. Quando o plano de saúde não cobre, a gente indica que procure um advogado para tentar uma liminar, procure a justiça para que possa ter direito. Quem não tem plano de saúde pode entrar em contato com o Ministério Público para buscar acesso à equoterapia”, diz Caramori.

A equoterapia atende crianças a partir de dois anos de idade. Algumas contraindicações são para pessoas com instabilidades atlanto axial, que não têm controle cervical ou luxação de quadril, quem possui distrofia muscular, escoliose acentuada e que tenham crises convulsivas que não estejam medicadas.

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