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Descaso

‘Elefantes brancos’ em Dourados são monumentos ao desperdício

Obras em andamento há anos estão deterioradas e mostram o descaso do poder público com a população

21 Out 2020 - 08h26Por Flávio Verão, especial para O PROGRESSO
‘Elefantes brancos’ em Dourados são monumentos ao desperdício - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Prédios públicos que já deveriam estar em funcionamento estão se deteriorando em Dourados. Esse é o retrato de descaso com quatro Ceims (Centros de Educação Infantil), Frigorífico do Peixe, academias de saúde, praça Antônio Alves e Parque Ambiental Victelio de Pellegrin.

Entra e sai administração e as obras continuam abandonadas, como é o caso do Frigorifico do Peixe. Iniciada no ano de 2009 na administração do então prefeito Ari Artuzi, morto em 2013, a construção consumiu pouco mais de R$ 1 milhão em dinheiro público. Paredes foram erguidas e telhado do setor administrativo foi feito, mas não saiu disso. Portas foram arrombadas, peças furtadas e o forro estragou devido a infiltrações. A prefeitura tem alegado que o município cumpriu as exigências para a instalação do frigorífico, mas o governo federal não repassou os recursos da segunda etapa para dar andamento nas obras. 

Ao lado do frigorífico seria construído a Ceasa (Central de Abastecimento de Hortifrutigranjeiros) de Dourados. A área de 4,1229 hectares foi destinada pela prefeitura para o nome da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) por doação, aprovada pela Câmara de Vereadores, em 2016. Com a escritura em mãos o Estado daria início à primeira fase do projeto, o que não ocorreu até hoje. O governo tem informado que a obra depende de recursos federais e do aval da CCR MSVia para criar um projeto de entrada no local. Nenhum deles foi feito. No governo de Michel Temer havia uma esperança de liberação de recurso federal, mas nada. Com Bolsonaro não se falou mais no assunto.

Criadas em 2011 pelo Ministério da Saúde para estimular a população a praticar atividades físicas, parte das academias da saúde não saiu do papel. Pelo menos 14 foram destinadas ao município entre 2013 e 2015, na cidade e distritos, sendo que algumas chegaram a ser inauguradas e o restante das obras apenas foram iniciadas. É o caso da academia do Jardim Santa Maria e do Parque Antenor Martins. Foi feito o calçamento, início de construção de banheiro e de ambiente para receber aparelhos. Parou por aí. Cada um dos espaços teria recurso de quase R$ 140 mil. 

Já a praça Antônio Alves Duarte, localizada em frente ao Hospital Evangélico, região central, está a passos de tartaruga. Os recursos são do Governo Federal e do Governo do Estado e de acordo com o projeto inicial será investido R$ 3 milhões. A obra de revitalização iniciou em dezembro de 2017 e emperrou. Consta que o espaço terá a recuperação de pisos e calçadas, rampas, revitalização dos sanitários e construção de banheiros adaptados, bancos, bicicletário, revisão e instalação hidráulica, colocação de novas luminárias, pintura, paisagismo, além de equipamentos de ginástica. Tapumes escondem as obras iniciadas há quase três anos e sem previsão de ser concluída. 

O Parque Ambiental Victelio de Pellegrin, também conhecido como Flor do Cerrado, localizado no jardim Novo Horizonte, teve obras iniciadas em 2013 e investimento aplicado de R$ 600 mil para implantação do parque. Foram feitos naquela época a cerca com alambrado, calçamento externo, plantio de árvores, campo de futebol, pórtico de entrada e o centro comunitário, que está com portas e janelas detonadas e o espaço serve de abrigo para usuários de drogas. O local está em completo abandono. 

Com cerca de três mil crianças aguardando vagas em Ceims, a cidade mantém três obras a passos de tartaruga desde a gestão passada e uma iniciada por Délia Razuk, atual prefeita. Elas estão localizadas no Parque do Lago, Parque das Nações, Vila Erondina e Jardim Vitória. Quase todas os espaços só precisam de acabamentos, mesmo assim não são concluídos. Entre os problemas estão empreiteiras que decretaram falências, burocracia de novas licitações e ausência de gestão pública eficaz.


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