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Dourados terá o maior hospital público do Estado para mulher e criança

08 Mar 2020 - 11h48Por Valéria Araújo
Hospital da Mulher e Criança está sendo construído ao lado do HU - Crédito: João RochaHospital da Mulher e Criança está sendo construído ao lado do HU - Crédito: João Rocha

Gestantes e bebês de Dourados e região vão poder contar com a maior unidade materno-infantil de Mato Grosso do Sul. O Hospital da Mulher e da Criança está sendo construído em anexo ao Hospital Universitário. A primeira etapa da obra já está com 80% dos trabalhos executados e a previsão é de que parte dos atendimentos já iniciem no segundo semestre deste ano.  

A proposta dessa estrutura é ofertar mais qualidade no acolhimento às gestantes, evitar superlotações e oportunizar residências em enfermagem obstétrica e saúde materno infantil, tendo como missão promover saúde, ensino, pesquisa e extensão.

Atualmente com cerca de 80% das obras edificadas, a área total será de 6.370,68 metros quadrados, além de 18 mil metros quadrados de urbanismo e infraestrutura completa. Na primeira etapa, o hospital vai ofertar 55 leitos e na segunda etapa, serão ofertados mais 80 leitos distribuídos entre as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátrica e Neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs), além de estruturas de apoio, como Banco de Leite Humano, Ambulatório Segmento Recém-Nascido, plantão e apoio ao Ensino e Pesquisa.

Valor da obra

O Hospital da Mulher e da Criança está sendo construído por meio de um investimento em recursos federais da ordem de R$ 51 milhões, incluindo a segunda etapa, ainda a ser licitada. Os recursos para a construção foram viabilizados por meio de articulações do então deputado federal Geraldo Resende, hoje secretário estadual de saúde, com apoio da bancada federal, governo do Estado (que doou a área) e o governo federal.

Monumento a vida

Ao visitar as obras de construção na semana passada, o secretário Geraldo Resende destacou que a unidade, depois de pronta será um monumento da vida. “Dourados e outros 33 municípios do Estado serão contemplados com essa estrutura que vai salvar a vida de mulheres e crianças. Sempre considerei que os meus mandatos enquanto deputado federal foram muito produtivos, mas essa obra em especial tem uma simbologia especial por todos os desafios que tive que enfrentar para que hoje pudéssemos ver essa obra saindo do papel, como o fato da universidade ter tido que devolver os recursos na primeira tentativa, a cobrança dos projetos, a luta pela liberação dos recursos, entre outros obstáculos que graças a união de esforços com a reitoria, a Ebserh, a bancada federal e o governo do Estado, foram superados”, destacou.

Mortalidade materna

Conforme dados do Ministério da Saúde divulgados no ano passado, o índice de mortalidade no País estava em 64,5 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos — número bem acima da meta firmada com Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 30 óbitos para cada 100 mil nascido vivos até 2030, conforme os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Apesar do cenário, o Ministério da Saúde divulgou que em 27 anos — de 1990 a 2017, a mortalidade materna sofreu uma redução de 55%. No entanto, os números mostram que o índice voltou a crescer lentamente desde 2013, passando de 62,1 para 64,5 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2017.

Todos os óbitos que ocorrem durante ou até 42 dias após o parto e com causa relacionada à gravidez entram no índice de mortalidade materna. Entre as principais causas, estão pré-eclâmpsia, hemorragia, infecções e abortos provocados. No entanto, o que mais chama a atenção, segundo o próprio Ministério da Saúde, é que cerca de 92% dessas mortes são consideradas evitáveis.

Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul apresentou queda nos índices de mortalidade infantil e materna. Enquanto em 2018 ocorreram 28 óbitos, no ano passado as mortes maternas caíram para 21 casos. Já a mortalidade infantil, em 2010 a taxa era de 15,44%, caindo para 13,86% em 2011, 13,08% em 2012, passando para 13,09 em 2013, 12,94 em 2014, 12,09% em 2015, 12,91 em 2016 e 10,57 em 2017, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

 

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