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Defensoria cobra embasamento para medidas da prefeitura durante pandemia

07 Jul 2020 - 10h01Por Vinicios Araújo
Defensoria cobra embasamento para medidas da prefeitura durante pandemia - Crédito: Eliel Oliveira Crédito: Eliel Oliveira

A Defensoria Pública Estadual montou uma força-tarefa para esclarecer junto às autoridades de saúde de Dourados os estudos que estão embasando as medidas aplicadas no enfrentamento da Covid-19.

Dourados registrou até a última quinta-feira (2/7) 27 mortes decorrentes do novo coronavírus. Ao todo já são mais de 2,8 mil infectados. Os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) seguem com ocupação expressiva, enquanto o isolamento social não chega ao ideal de 70%.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU), encomendado pela Defensoria, alerta que, caso os índices de isolamento não aumentem, os registro de óbito podem dobrar nos próximos 14 dias.

O alerta tem como base a análise da curva de contágio, considerando sobretudo a ocupação expressiva dos leitos de UTI na cidade. Além de responder pelo atendimento aos residentes aqui, o município ainda é referência para outras 34 cidades na região. Até quinta já haviam 30 leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid-19. Dourados tinha até então 44 leitos equipados para pacientes graves da doença.

A defensora Mariza Fátima coordena a força-tarefa que está analisando as medidas adotadas pela administração municipal. Segundo ela, as ações aplicadas pela gestão até tentaram provocar resultados necessários, mas isso não ocorreu como esperado. Ela acredita que o estudo dará base para medidas mais expressivas e coordenadas.

No documento os pesquisadores afirmaram que existem semelhanças na curva de contágio em Dourados com a registrada em Manaus, capital do Amazonas. Meses atrás a cidade localizada no norte do país estava com o sistema de saúde e funerário colapsados. A situação por lá foi repercutida de forma internacional.

A partir dessas análises, Mariza solicitou à administração que forneça todos os estudos que embasaram a abertura do comércio, mesmo que de forma adaptada, além de solicitar à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos as condições que a cidade possui para o caso de sepultamentos em massa.

Mariza ainda acredita que há ineficácia na fiscalização do toque de recolher e no monitoramento dos pacientes positivados, estes colocados em isolamento domiciliar. Para esclarecer isso ela solicitou dados à Guarda Municipal e Polícia Civil à respeito dos registros de boletins de ocorrência por desobediência às medidas de contenção da circulação popular.

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