Dourados – MS segunda, 20 de maio de 2024
13º
Editorial

Busca pela adoção

01 Jul 2022 - 14h42
Busca pela adoção
 -

Apesar do número de pretendentes habilitados para adoção ser oito vezes maior que o número de crianças cadastradas no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), a maioria das crianças continua sem uma família. Isso ocorre por várias razões, entre elas o preconceito sobre o tema, a lentidão do processo jurídico e também porque a maioria dos pretendentes preferem bebês e crianças na Primeira Infância (até os 7 anos). Mas a maior parte dos que estão disponíveis para adoção têm acima de oito anos, possuem deficiências físicas ou mentais, são grupos de irmãos, e por aí vai.

É nessa realidade que se faz necessária a busca ativa, um trabalho que visa justamente conectar crianças com famílias que estão dispostas a adotar um filho com esse perfil. Autorizada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente  (ECA), a busca ativa é realizada de forma voluntária e sem remuneração. 

Em Mato Grosso do Sul 88 crianças e adolescentes estão aptas à adoção, mas sem encontrar pretendentes nacionais ou internacionais correspondentes no SNA. Por causa disso, a busca ativa procura famílias para as crianças e não o contrário – e exclusivamente para quem está habilitado no SNA e em situação regular.

Há muitos mitos e insegurança por parte dos pretendentes à adoção de crianças a partir de 7 anos, principalmente no que se refere à história de vida dela até aquele momento, tanto do ponto de vista físico quanto emocional: histórico de saúde, vivências anteriores, fatores psicológicos.

Por outro lado, por parte da criança há o medo do desconhecido e a insegurança em relação à nova vida, com destaque para o receio de uma nova rejeição. A prática comprova que esses desafios são bem menores e a adaptação da criança é muito mais rápida e tranquila se antes da adoção houver um período de acolhimento familiar e se, principalmente, esta foi a única forma de acolhimento.

Na chamada adoção tardia estes ajustes são evidentes, tanto por parte dos adotantes quanto dos adotados. É necessário lembrar que o adotante é o adulto da relação e deverá fornecer o suporte para a criança sentir-se amada e acolhida, sobretudo nestas fases iniciais.

Paciência, dedicação, amor, informação e a certeza de que um vínculo seguro e permanente fará toda a diferença na construção desse relacionamento. Esse é o caminho para superar os desafios e assegurar uma vida saudável e feliz, tanto para a criança adotada quanto para a família que adotou.

Importante considerar que antes de entrar para esse tipo de programa, o pretendente habilitado precisa estar consciente de sua escolha. Adoções tardias (ou de crianças maiores), adoções especiais e de grupos de irmãos exigem muita dedicação e com certeza preparo específico e atitude adotiva.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Obras do CRAS Cascatinha avançam e podem ser concluídas até agosto
Sidrolândia

Obras do CRAS Cascatinha avançam e podem ser concluídas até agosto

19/05/2024 15:30
Obras do CRAS Cascatinha avançam e podem ser concluídas até agosto
22ª Semana dos Museus foi encerrada com apresentações culturais
Maracaju

22ª Semana dos Museus foi encerrada com apresentações culturais

19/05/2024 14:30
22ª Semana dos Museus foi encerrada com apresentações culturais
Túmulos são violados e corpos de bebê e adolescentes são furtados de cemitério
Ponta Porã

Túmulos são violados e corpos de bebê e adolescentes são furtados de cemitério

19/05/2024 13:45
Túmulos são violados e corpos de bebê e adolescentes são furtados de cemitério
Governador vai inaugurar Ginásio de Esportes em junho
Nova Andradina

Governador vai inaugurar Ginásio de Esportes em junho

19/05/2024 12:30
Governador vai inaugurar Ginásio de Esportes em junho
TJMS lança concurso do novo monumento do Fórum de Campo Grande
Judiciário

TJMS lança concurso do novo monumento do Fórum de Campo Grande

19/05/2024 11:00
TJMS lança concurso do novo monumento do Fórum de Campo Grande
Últimas Notícias